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Reforma Trabalhista | Band, Estadão e Alckmin defendem a Reforma Trabalhista. Pela revogação integral já!

A discussão sobre a reforma trabalhista segue forte desde o início deste ano, envolvendo os dois principais candidatos à presidência nas eleições, Lula e Bolsonaro, e deixando bem claro quais são as prioridades e demandas do mercado capitalista que conta com apoio de Alckmin e das mídias burguesas: não revogar nenhuma reforma.

Lara ZaramellaEstudante | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo

sexta-feira 28 de janeiro | Edição do dia

Imagem: Kelly Fuzaro/Band/Reprodução

O ano de 2022 começou já com o tema da reforma trabalhista em alta. Bolsonaro, já nos primeiros dias de janeiro, declarou estar encomendando um projeto que aprofunda diversos ataques na lei atual, precarizando ainda mais o emprego dos trabalhadores, com revisão da proibição dos locautes para atrelar a organização sindical às empresas, trabalhos aos domingos com folgas a cada 2 meses, dentre outros.

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Diante disso, considerando todo o contexto eleitoral deste ano, Lula declarou demagogicamente que defende a revisão da reforma trabalhista de Temer e dos golpistas institucionais de 2017, se baseando na nova reforma do Estado Espanhol. Essa declaração, além de causar reação imediata do mercado e das agências financeiras, reforçou a defesa da reforma trabalhista por parte de Bolsonaro, que saiu declarando que "O governo Temer fez uma pequena reforma trabalhista, não tirou direito de nenhum trabalhador. Mente quem fala que a reforma trabalhista do Temer retirou direitos do trabalhador".

Não só isso, nesse debate, o ex-tucano Alckmin, cotado para ser o vice de Lula, mediou a declaração de Lula, dizendo estar preocupado com suas posições a respeito da reforma, o que fez com que em menos de 24 horas o candidato do PT abaixasse o tom e anunciasse que não pretende revogar a reforma.

Em defesa deste ataque saíram mídias como o jornal Estado de S. Paulo em seu editorial e mais recentemente a Band, que nesta semana declarou que “a revogação da reforma trabalhista vai gerar insegurança jurídica e dificuldades para a economia do país”.

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Essas declarações que defendem veementemente um ataque que corta os direitos da classe trabalhadora, precariza suas vidas e defende o lucro dos patrões e grandes capitalistas, já dão o tom deste ano de eleições presidenciais, demonstrando, de um lado, Bolsonaro, querendo agradar o mercado financeiro com propostas e projetos que aprofundam os ataques, como a “nova” reforma trabalhista. E de outro lado a conciliação de classes de Lula e do PT que se colocam com uma suposta “disposição” para “devolver os direitos dos trabalhadores”, mas que pelas alianças com partidos burgueses, rapidamente muda o discurso e declara que não vai revogar reforma nenhuma.

A conciliação de classes do PT mais uma vez demonstra seu papel de abrir espaço para a direita e permitir ataques à classe trabalhadora, como a recente história do país demonstrou. Os trabalhadores não podem ficar reféns desta política conciliadora e demagógica que não atende as necessidades do povo trabalhador e, ainda mais em tempos de crise, empurra nossa classe cada vez mais à miséria.

Os trabalhadores só conseguirão derrotar as reformas, a miséria e todos os ataques que descarregam sobre as costas da classe trabalhadora, confiando em suas próprias forças, com luta e mobilização, superando a paralisia e freio imposto pelas burocracias sindicais, como Paulinho da Força, que diante de toda essa discussão declarou que “revogar a reforma não nos agrada, achamos que não é necessário”, escancarando o papel traidor que cumpre a central Força Sindical.

O único caminho é a luta e a mobilização. Por isso nós do Esquerda Diário defendemos que é preciso unir todos os socialistas e revolucionários em um polo de independência de classe, conformando um ponto de apoio às lutas e focos de resistência dos trabalhadores para que possamos barrar os ataques capitalistas, exigindo das grandes centrais sindicais que rompam com sua paralisia e organizem os trabalhadores em um plano de lutas pela revogação integral da reforma trabalhista, de todas as reformas, das privatizações, defendendo o reajuste salarial automático de acordo com a inflação, a divisão das horas de trabalho entre empregados e desempregados, buscando reduzir a jornada sem redução salarial, garantindo emprego com plenos direitos para todos.




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