Política

POR UM PLANO EMERGENCIAL CONTRA PANDEMIA E A FOME

Babi do HU: "É preciso o confisco de grandes hotéis para uma quarentena racional, urgente"

Trabalhadora da saúde no Hospital Universitário da USP e militante do MRT fala sobre a importância da expropriação de hotéis para a abertura de novos leitos e para a garantia de uma quarentena segura para os mais vulneráveis.

quarta-feira 24 de março| Edição do dia

“Com a política de Bolsonaro e de todo esse regime podre do golpe institucional, o Brasil pode alcançar ainda hoje o marco de 300 mil vidas perdidas para a covid-19.

A taxa de ocupação de leitos só cresce, estando bem perto de atingir 100%, sendo que Manaus já mostrava o que todo o país iria sofrer com a falta de estrutura na saúde com essa política assassina dos governos. É urgente que se exproprie grandes hotéis para que sejam abertos novos leitos para pacientes com covid e para abrigar todos que precisem de um lugar para fazer uma quarentena segura e efetiva. Ainda, é necessário, entre outras importantes medidas, a reconversão da indústria para a produção de todo aparato necessário para a criação destes novos leitos hospitalares dentro dos grandes hotéis.

Veja aqui: Um programa de emergência contra a pandemia e a fome!

Bolsonaro, depois do pronunciamento que mentiu para tentar se isentar das quase 300 mil mortes, anunciou hoje um novo comitê que ligará os governadores com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM). Segundo ele o comitê deve formar para uma coordenação nacional de combate à pandemia. Mas na verdade não é para salvar as nossas vidas, mas sim para garantir uma resposta à burguesia, que está pressionando o governo para garantir os teus lucros e também para que qualquer ameaça de um levante dos trabalhadores nunca se efetive.

Bolsonaro, militares, governadores, Congresso e STF, agora tentam se fazer de bom gestores dessa crise sanitária e econômica, para ver quem sai na frente como a ala responsável aos olhos dos grandes empresários e do mercado financeiro.

Chega de passividade! Nós trabalhadores precisamos de uma saída da nossa classe, não podemos esperar por 2022, enquanto tantos seguem morrendo de covid e/ou de fome. As centrais sindicais precisam impulsionar reuniões, plenárias e assembleias virtuais para que os trabalhadores possam debater e deliberar um grande plano de luta, por um programa emergencial contra a pandemia, e para que não sejamos nós que paguemos por essa crise.”




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