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Auxílio emergencial deve ser prorrogado por mais dois meses no Amazonas

A situação no estado é catastrófica pela falta de oxigênio e mortes pela crise sanitária e econômica. Diante disso, justiça determina prorrogação por somente dois meses do auxílio emergencial no estado. É preciso que o governo forneça o programa de auxílio enquanto durar a pandemia, garantindo emprego e protegendo a vida dos trabalhadores.

quinta-feira 4 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Nesta quarta-feira, 03, a Justiça Federal declarou uma Vara que determina que o governo federal retome o pagamento do auxílio emergencial no estado do Amazonas por mais dois meses, prorrogando com duas novas parcelas mensais de R$300 para os beneficiários.

Esta decisão se dá após o Ministério da Economia, no mês de dezembro, quando o programa do auxílio emergencial encerrou, alegar que a União não possui mais recursos para continuar com os depósitos. Não bastasse a demagogia com falta de recursos quando gastam mais de 1 bilhão de reais com leite condensado, biscoitos, sorvetes, etc., nesta quarta-feira, 03, o ministro Paulo Guedes sinalizou a possibilidade da prorrogação do auxílio emergencial, mas condicionou isso ao andamento das reformas que atacam os trabalhadores.

O Amazonas está em colapso sanitário com crianças e idosos morrendo asfixiados sem oxigênio nos hospitais com a gestão de Bolsonaro/Pazuello, do governador Wilson Lima e do prefeito de Manaus, David Almeida. O estado tem o maior número de mortes por milhão de habitantes no Brasil, chamando atenção internacional para a situação alarmante de filas para comprar oxigênio, em que nos primeiros 20 dias deste ano, Manaus tem mais enterros por Covid-19 do que em todo ano de 2020.

É absurdo que o Ministério da Economia do governo Bolsonaro declare falta de recursos para auxílio emergencial quando se sabe dos gastos bilionários com produtos alimentícios como leite condensado, sorvete, barra de cereais, chicletes, etc. Com os R$1,8 bilhões gastos pelo governo, seria possível financiar duas parcelas do auxílio para 3 milhões de pessoas.

Leia mais: R$ 15 milhões do leite condensado de Bolsonaro pagaria 2 parcelas de auxílio emergencial para 25 mil pessoas

Diante da situação caótica no estado do Amazonas, mas também no país como um todo com a pandemia do coronavírus e as políticas dos governos federal e estaduais que não forneceram testes nem investimento em hospitais e no sistema de saúde que se encontra colapsado, defendemos a garantia da renda e do emprego dos trabalhadores, propondo, como mínimo, que se pague R$2 mil reais para cada trabalhador durante a pandemia - apesar do DIEESE afirmar que o salário mínimo deveria ser de R$ 4.342.

Ao contrário de tudo isso, Bolsonaro, os governadores, o Congresso e o Judiciário, vieram, em meio à pandemia, aprovando medidas que precarizaram a vida dos trabalhadores, cortando direitos, salários a fim de garantir os lucros dos empresários e rifando vidas de trabalhadores com a Covid-19, a falta de oxigênio e o crescente desemprego.




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