Política

NOVO AUXÍLIO EMERGENCIAL

Auxílio emergencial de pelo menos um salário mínimo, sem restrições de Guedes e Congresso

Novo auxílio emergencial, assinado por Bolsonaro e que começará a ser pago em abril, tem restrições de valores impostos por Guedes e pelo Congresso golpista que não correspondem às necessidades dos trabalhadores e do povo pobre. Diante da crise econômica e sanitária que enfrentamos, é necessário que ele seja de pelo menos um salário mínimo, contra essas restrições.

segunda-feira 22 de março| Edição do dia

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

O valor do auxílio que Guedes impõe e não corresponde às necessidades das massas trabalhadoras e do povo pobre brasileiros pode variar de R$150, para quem mora sozinho; R$250, para famílias com mais de uma pessoa; ou R$375, para famílias chefiadas por mulheres. E somente receberá o novo auxílio quem já recebeu o benefício anteriormente, de R$600. Já não correspondia aos valores de cesta básica dos estados, agora não alcança nem a metade, já que existem regiões em que ela chega a mais de R$600.

Enquanto a maioria da população está sendo arrasada pelo desemprego e a fome, com uma crise sanitária sem precedentes, Bolsonaro e o Congresso avançaram também com a PEC Emergencial que congela salários de funcionários públicos até 2036. Restringindo os valores do auxílio e rebaixando ainda mais o nível de vida, colocam salários de trabalhadores como moeda de troca para um auxílio emergencial que é urgente e deveria ser de pelo menos um salário mínimo e o dobro para as mulheres.

Veja também: Auxílio de R$150 não paga uma cesta básica. Que seja de um salário mínimo e o dobro para as mulheres já

Para enfrentar essa crise, é necessário que os interesses dos trabalhadores e do povo pobre se sobreponham aos interesses que Bolsonaro, Guedes e os golpistas representam, que é o de salvar os lucros dos capitalistas. Nossa luta por um auxílio digno é parte de um plano emergencial contra a pandemia, por vacinas para todos, pela quebra das patentes das vacinas, por liberação remunerada, pela reconversão industrial para produção de leitos, ventiladores, bobinas de oxigênio.

Por um auxílio emergencial de pelo menos um salário mínimo, nós, trabalhadores, jovens, precisamos também travar uma luta pela anulação de todas as reformas e ataques, como a PEC Emergencial, a Reforma Trabalhista, da Previdência, e também contra a Reforma Administrativa que querem nos fazer engolir a seco. Para isso, as centrais sindicais, como a CUT e a CTB, precisam sair da paralisia, e toda a esquerda deve ser parte de um polo antiburocrático que faça essa exigência a elas.

Nesse sentido, nossa luta que se imponha, tem que ser pelo Fora Bolsonaro, Mourão, militares e golpistas, para fazer com que sejam eles e os capitalistas a pagarem por essa crise. Que nossas vidas não sejam mais arrasadas pelo desemprego, pela fome, e para que consigamos impor um futuro de vida plena, sem as amarras da exploração e da opressão capitalistas.




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