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PANDEMIA | Aumento de óbitos por Covid-19 em Uberlância (MG) é responsabilidade de Zema e Bolsonaro

Aumento do número de óbitos por Covid-19 em Uberlândia tem gerado preocupação. O município teve 242 óbitos entre os dias 1º e 10 de março, passando a frente do total de mortes registradas no mesmo período no Acre, Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Apesar do governo estar individualizando a culpa pela contaminação, não nos enganemos; o Estado com sua típica negligência nada tem feito para salvar a vida dos trabalhadores de Uberlândia e do Brasil.

Kleiton NogueiraDoutorando em Ciências Sociais (PPGCS-UFCG)

sábado 13 de março | Edição do dia

Imagem: Agência Brasil

As mortes pela Covid-19 no Brasil não param de crescer, o país já é considerado como um dos epicentros da pandemia, e tem preocupado pelo alto índice de infectados e média diária de mortes, que já supera os 2.000 óbitos. Um misto de negligência por parte do governo federal e dos governadores, atrelado a irracionalidade capitalista tem levado à morte milhares de brasileiros e brasileiras, em sua maioria, classe trabalhadora e negra.

Tem chamado atenção a cidade de Uberlândia, no Estado de Minas Gerais, Estado esse, que até então era de certa forma tido como um modelo frente a gestão de Zema Neto (NOVO). Segundo matéria do portal G1 a cidade tem tido um aumento nas infecções e óbitos desde Dezembro de 2020. Entre 1 e 10 de Março foi possível perceber um total de 242 óbitos por Covid-19.

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Esse índice também implica num maior número de pessoas infectadas e que estão precisando de serviços públicos de saúde, o que tem ocasionado a saturação dos leitos de UTI particulares e privados. Além disso, as variantes de Manaus e do Reino Unido também circulam na cidade, o que pode estar por trás desse aumento de casos e mortes.

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Segundo informações da Prefeitura de Uberlândia a cidade apresenta no total 1.358 óbitos e 74.016 casos confirmados para Covid-19. Do final de Dezembro até 11 de Janeiro de 2021 houve um aumento de 172% nas contaminações. O G1 de forma acrítica coloca que esse aumento deriva da realização de festas clandestinas e aglomerações, mas não pontua a ineficiência do Estado em não prover testes massivos e condições dignas de moradia, emprego e habitação, além de uma ampla rede de tratamento com recomposição nutritiva e descanso para aqueles que necessitam de repouso, pelo contrário, o Estado tem feito mais ataques à classe trabalhadora com a aprovação da PEC emergencial para poder liberar migalhas do auxílio emergencial. Além disso os governos estaduais com aval do governo federal não tem medido forças para reabrir os comércios e os locais de trabalho, para garantir os lucros dos empresários, expondo os trabalhadores a rotinas de trabalho com aglomerações tanto dentro das fábricas e comércios quanto dentro dos meios de transporte.

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O resultado de toda essa negligência não poderia ser outro, saturação do sistema público de saúde. Ao ter 100% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva, a probabilidade de que mais pessoas morram aumenta, tendo em vista que àqueles casos graves ficam descobertos das ações necessárias para assegura a vida. Esse caos tem repercutido no pedido, por parte da secretaria de saúde da cidade, da transferência de pacientes para outras cidades, o grande problema disso, é que de um modo geral o Brasil entrou em colapso, como os dados da Fiocruz tem demonstrado:

Imagem: Fiocruz.

Todo esse descaso também repercute no aumento da média de sepultamentos, o que também repercutiu numa maior dificuldade de administrar os sepultamentos, ao qual os serviços funerários não estavam preparados. Enquanto isso, o poder público passa a reproduzir as ações de endurecimento, restringindo horários e imputando toque de recolher.

O grande problema é que essas são medidas paliativas, que não atacam de centro o problema da Covid-19, que desde o início deveria ter passado por uma testagem mássiva, identificação de casos e fornecimento de condições para recuperação das pessoas. Vemos com isso, o claro limite que no capitalismo, o Estado burguês impõe, mesmo com todos os avanços da ciência, e com toda a força e juventude que a classe trabalhadora do Brasil possui, o que temos assistido são cortes de gastos públicos e ataques aos direitos dos trabalhadores.

Isso nos coloca uma tarefa de ir contra tais medidas, exigir revogação de todas as contrarreformas e colocar sob direção dos trabalhadores, que já realizam todo o trabalho, a gestão do SUS e do orçamento público, com o não pagamento da dívida pública, reconversão industrial para atendimento das demandas sanitárias e expropriação de hotéis para acomodação de pacientes profissionais de saúde e que questione o uso comercial das vacinas e das pesquisas sobre tratamento da Covid-19. É necessária também a quebra das patentes da vacina para que seja possivel o livre acesso a informação e pesquisa sobre a produção, para acelerar o processo de produção da mesma. Não há outro caminho, sem ser o da independência de classes para salvarmos vidas, não podemos esperar até 2022 como quer o PT para realizarmos eleições, até lá vida de pais, mães, irmãos, tias, netos, etc., podem estar perdidas.




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