Política

PERSEGUIÇÃO POLÍTICA

Augusto Aras persegue professor da USP com queixa-crime por calúnia e difamação

O governo Bolsonaro continua com a perseguição já rotineira a seus críticos e opositores. Desta vez, após receber duras críticas, o procurador-geral da República abriu uma queixa-crime contra o professor de direito da Universidade de São Paulo (USP) Conrado Hübner Mendes, por supostos crimes de calúnia, injúria e difamação.

sexta-feira 21 de maio| Edição do dia

O procurador deu prosseguimento à ameaça que já havia feito recentemente, quando enviou ao reitor da USP, Vahan Agopyan, um requerimento pedindo uma apuração de uma suposta ‘violação ética’ do professor da instituição.

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Os advogados de Aras fazem a acusação absurda que as postagens de Mendes nas redes socias “ofenderam a honra” de seu cliente. O professor fez os seguintes comentários sobre o procurador:

“O Poste Geral da República é um grande fiador de tudo que está acontecendo. Sobretudo da neutralização do controle do MS na pandemia”, “Augusto Aras ignora o MPF da Constituição Federal. Age como o PGR da Constituição militar de 1967. Um servo do presidente”

“Augusto Aras é um inovador institucional. O MS comete crimes comuns e de responsabilidade que causam tragédia em Manaus e no resto do país. Tudo bem documentado e televisionado. Aras, em vez de investigar o infrator, manda o infrator investigar a si mesmo” foram duas das críticas do professor ao “servo do presidente”, como ele bem chama Augusto Aras.

Os advogados do procurador buscam usar as brechas e interpretações autoritárias da lei para perseguir e censurar o professor. Afirmam que Mendes cometeu o crime de injúria ao chamá-lo de “Poste Geral da República”. A mesma interpretação deveria, então, ser feita dos milhões que chamam Bolsonaro de “Bozo” cotidianamente?

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Augusto Aras mandou seus representantes afirmarem que ele recebe tranquilamente as críticas, mas que o professor estaria afirmando que a PGR cometeria um crime de prevaricação. Na lógica autoritária deste governo que recorreu diversas vezes ao entulho ditatorial, Lei de Segurança Nacional, para perseguir e intimidar opositores, fazer críticas incisivas ao governo e seus funcionários é um crime.

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