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CENSURA BOLSONARISTA | Augusto Aras, fiel a Bolsonaro, busca censurar professor da USP que lhe fez críticas

O Procurador-Geral da República, Augusto Aras, que foi indicado ao cargo por Bolsonaro, está tentando censurar e perseguir um professor da USP que vem fazendo duras críticas à sua gestão, que vem servindo para garantir que os interesses obscuros do presidente negacionista sejam levados adiante.

terça-feira 18 de maio | Edição do dia

FOTO: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Augusto Aras, atual Procurador-Geral da República, fez um requerimento para censurar o professor Conrado Hübner Mendes, da Faculdade de Direito da USP(FD-USP). No requerimento, enviado ao reitor da USP Vahan Agopyan, Aras pede que seja apurada uma suposta ‘violação ética’ do professor da instituição. Para a PGR, Mendes cometeu crimes de honra ao ter criticado, no Twitter e um coluna da Folha, a atuação do procurador à frente do Ministério Público Federal.

Entre as críticas à Aras, o professor afirmou que "O Poste Geral da República é um grande fiador de tudo que está acontecendo". Mendes também diz que Aras é "servo do presidente". "Aras, em vez de investigar o infrator, manda o infrator investigar a si mesmo" e ele "é também a própria sala da desfaçatez e covardia jurídicas".

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Em coluna escrita na Folha no dia 26 de janeiro, Mendes disse: "Aras não só se omite. Quando age, tem um norte: contra a lei, inviabilizou que procuradores enviassem recomendações de praxe ao Ministério da Saúde". O professor também disse que a “Constituição-guia de Aras é a ditatorial de 1967. Ali, o PGR era empregado do presidente"

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