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Ato pelo meio ambiente | Ato contra o “pacote da destruição ambiental” ocorre em Brasília com grande expressão

Nesta quarta-feira (09), ocorreu em Brasília um forte ato contra o “pacote da destruição ambiental”, envolvendo 6 PLs que atacam terras indígenas e o meio ambiente. O ato reuniu cerca de 10 mil pessoas, inclusive com Caetano Veloso e outros artistas que se apresentaram no local.

quarta-feira 9 de março | Edição do dia

Nesta quarta-feira (09), ocorreu em Brasília um forte ato contra o “pacote da destruição ambiental”, envolvendo 6 PLs que atacam terras indígenas e o meio ambiente. O ato reuniu cerca de 10 mil pessoas, inclusive com Caetano Veloso e outros artistas que se apresentaram no local.

O ato foi dirigido centralmente contra os PL 490/2007 e 191/2020, referente às terras indígenas, querendo abordar a tese do “marco temporal” para acabar com as demarcações pela FUNAI e liberar a mineração e construção de hidrelétricas nesses territórios; o PL 2159/2021, conhecido como “PL da boiada”, que facilita a concessão de licenças ambientais sem análise prévia e fiscalização em obras de grande impacto; as PL 2633/2021 e 510/2021, conhecido como “PL da grilagem”, legalizando a grilagem, e perdoando desmatadores de áreas de até 2500 hectares, além de dispensar a vistoria prévia pelos órgãos fundiários; e a PL 6299/2002, conhecida como “PL do veneno”, por liberar o registro automático e o uso indiscriminado de agrotóxicos, retirando as competências da Anvisa e do IBAMA.

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O ato contou com grande expressão da juventude e de movimentos indígenas que se colocam contra o desmatamento e a crise do meio ambiente que os capitalistas impõem, além de lutarem pela autodeterminação dos povos originários. A mobilização foi majoritariamente chamada pelo PT, além do PSOL e PCdoB, junto com a CUT, CTB e UNE, também estavam presentes partidos burgueses, como a REDE, PV e PSB, novo partido de Alckmin. Nesse sentido, apesar de ser uma grande expressão de rechaço às políticas de desmatamento, o ato serviu como palanque eleitoral para a eleição de Lula em outubro, que hoje se alia com o agronegócio e a direita, assim como fez durante seus anos de governo, se provando incapaz de responder a essas demandas ambientais e dos povos originários. Nunca esqueceremos dos absurdos impactos ambientais e sociais que Belo Monte e outras políticas dos governos petistas causaram!

Veja a apresentação dos artistas no ato:

Por isso, é necessário que essas mobilizações sejam canalizadas para uma saída com independência de classe, que não confie no STF e no senado, pilares centrais dos ataques que a burguesia vem fazendo ao meio ambiente para garantir seus lucros. É fundamental também que os sindicatos convoquem essas mobilizações desde a base, com assembleias entre os trabalhadores, organizando um plano de lutas para derrotar Bolsonaro, Mourão e toda a direita que quer aprofundar cada vez mais os ataques à classe trabalhadora.

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