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Ato antirracista em Porto Alegre repudia homenagem bolsonarista à Ku Klux Klan

Após o ato bolsonarista ocorrido na quarta-feira (21), onde a extrema direita expôs todo seu racismo se vestindo de carrasco da Ku Klux Klan, centenas de porto-alegrenses tomaram as ruas no domingo em um forte ato antirracista e contra Bolsonaro.

segunda-feira 26 de abril| Edição do dia

Após o bolsonarismo prestar uma bárbara homenagem à Ku Klux Klan na quarta-feira (21), feriado de Tiradentes, quando um homem vestido de "carrasco" e com um boneco enforcado vomitou negacionismo da pandemia e contra o fantasma do comunismo, centenas de porto-alegrenses se reuniram mesmo sob chuva no já tradicional ponto de concentração da extrema-direita (o Parcão, na avenida Goethe), para repudiar a tentativa de resgatar a memória de um dos movimentos de supremacismo branco mais nojentos e assassinos da história.

Bolsonaro, que junto com os governadores e o conjunto das instituições do golpe é responsável pelas quase 400 mil mortes por covid, também é responsável pela disseminação da ideologia supremacista branca no Brasil. Em meio ao negacionismo do governo e da precarização do trabalho e da saúde, o povo negro é o que mais morre na pandemia e o que menos é vacinado. É preciso lutar pela vacinação de toda a população, contra a vacinação VIP que os grandes empresários buscam garantir para si.

Porto Alegre foi onde assistimos em 2020 aos enormes atos por justiça por João Alberto, assassinado no Carrefour, e também mobilizações por Jane Nunes, ativista negra assassinada em casa pela polícia. No espírito do levante antirracista internacional, a capital gaúcha também foi linha de frente de diversos atos antifascistas contra a extrema direita.

Os racistas norte-americanos, da terra da KKK, tremeram diante do Black Lives Matter e mais recentemente com a condenação do assassino de George Floyd. É preciso combater o racismo e o reacionarismo brasileiro com a força imparável dos negros e negras, trabalhadores, jovens, estudantes, LGBTs e tantos setores que se colocaram em luta nas marchas antirracistas do ano passado. Sem nenhuma confiança no judiciário, na polícia ou em qualquer outra instituição do Estado, responsável pela morte e encarceramento de milhares de negras e negros todos os anos, é preciso combater nossos inimigos com a força da nossa classe unida.

Nós do Esquerda Diário e do Quilombo Vermelho estivemos em cada uma dessas lutas, contra o racismo e o capitalismo. Confira abaixo a fala de Polyana Rocha e Samuel Rosa, militantes do QV que acompanharam o ato:




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