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Privatização da água | Ataque brutal: pode ser votada hoje a privatização da Corsan na Assembleia Legislativa

Leite mostra mais uma vez seu alinhamento com Bolsonaro e tenta a todo custo privatizar a Corsan. A empresa tem lucro líquido de R$ 300 milhões por ano e ao lado do Banrisul é a menina dos olhos dos empresários no Rio Grande do Sul.

terça-feira 31 de agosto | Edição do dia

A votação desse brutal ataque está marcada para esta terça-feira (31) na Assembleia Legislativa do Estado (ALRS). A empresa há tempos é almejada pelos grandes empresários e com a PEC 280/19 que retirou a exigência de consulta pública para a privatização da Corsan, assim como a do Banrisul e da Procergs, Leite protocolou projeto de privatização em regime de urgência, fazendo com que os deputados votem até hoje o ataque, caso contrário a pauta da Assembleia é trancada.

Além da PL 211/2021 que trata da privatização da Corsan estão em pauta a PL 210/2021 que cria uma unidade regional de Saneamento Central, para tratar do serviço nos municípios que possuem contrato com a Corsan e a PL 234/2021 que visa instituir unidades regionais no Sul, Nordeste e Litoral Norte.

Leite mostra mais uma vez seu alinhamento político junto a Bolsonaro, tentando entregar a todo custo estatais super valiosas para os grandes empresários. A Companhia Riograndense de Saneamento atende dois terços dos municípios do RS e caso seja privatizada 250 municípios irão ficar sem atendimento por serem “economicamente inviável” para uma empresa privada. A privatização da água é uma irracionalidade capitalista. Se aprovada na Assembleia, a privatização para ser efetivada terá de passar pelas prefeituras.

Dos R$ 300 milhões de lucro líquido por ano, R$ 70 milhões vão para o caixa do RS. Apesar da demagogia de Leite, dos empresários e das mídias burguesas que dizem que o serviço será melhor e mais barato, a privatização significa uma piora no atendimento, além de 250 municípios desassistidos por não darem lucro suficiente, um encarecimento absurdo nos preços do saneamento e uma piora nos serviços, com frequentes falta de água. O que querem é colocar as garras nos lucros milionários e sugar ainda mais a vida e o dinheiro da classe trabalhadora.

O início da sessão na Assembleia será às 14h, o Sindiágua/RS junto aos funcionários se mobilizam pela manhã no Largo Glênio Peres contra a privatização. Às 14h, no mesmo local, vai haver manifestação do Comitê do Plebiscito Popular chamando um “Mutirão em Defesa da Água Pública”. É de extrema importância que a comunidade se junte nas manifestações, pois só a força na rua pode fazer esse ataque recuar.




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