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2 de Outubro | Assembleia estudantil da UFF aprova bloco da oposição ao DCE no ato do dia 2

Chamada por D.A’s e C.A’s que ocupam a oposição ao DCE da UF, assembleia reuniu estudantes para discutir o ato do dia 2 de outubro, além da situação da UFF para volta das aulas presenciais e também denúncias de estudantes sobre a Moradia Estudantil e precarização da universidade.

Calvin de OliveiraEstudante de Geografia da UFF - Niterói

Faísca - UFF@faiscarevolucionaria

quarta-feira 29 de setembro | Edição do dia

Com início às 18h30 de ontem(27), a assembleia contou com a presença de cerca de 90 estudantes em seu auge, sendo um chamado feito pelos diretórios e centros acadêmicos na imagem, a seguir. Um espaço democrático importante composto pelas correntes de oposição ao DCE e estudantes independentes. Houveram saudações do SINTUFF e por parte do DCE uma fala em que se falava da mobilização, mas o que se seguiu na reunião foi um atestado por parte das intervenções de um imobilismo por parte da entidade que deveria defender os direitos dos estudantes.

A reunião aconteceu em momento muito importante em que depois dos seguidos atos serem esvaziados, voltam a acontecer reuniões para preparar a mobilização contra Bolsonaro. Nesse sentido, nós da Faísca e do Esquerda Diário interviemos na assembleia, buscando a mais ampla unidade entre estudantes e trabalhadores para enfrentar Bolsonaro, Mourão e os ataques.

Além das já abordadas críticas ao DCE, a reunião discutiu o papel da Greve Geral para derrotar Bolsonaro, a importância das panfletagens, de um calendário de mobilização e atos mais próximos. Foi aprovado um bloco da oposição na UFF pelo Fora Bolsonaro e Mourão, com chamado a ADUFF e ao SINTUFF para se somarem nessa construção. Infelizmente não foi aprovada uma exigência à que o DCE construa as mobilizações do dia 2 junto desse bloco, proposto por nós da Faísca.

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Uma resolução que precisa ser implementada na prática no dia 02. Os estudantes da UFF não tiveram desde maio um bloco próprio nos atos, primando a dispersão que só favorece a política da direção dos atos que tem uma política eleitoreira rumo à 2022. Os blocos por universidade são uma importante medida para fazer valer a voz dos estudantes que se mobilizam, uma medida mínima que possibilita quem luta tomar a mobilização nas suas próprias mãos. Confiando nas nossas próprias forças em aliança com os trabalhadores é que poderemos barrar Bolsonaro e Mourão.

Aqui gostaríamos de fazer um debate sobre as posições expressadas na reunião. Concordamos que temos que avançar para uma greve geral, para atos mais próximos, a um calendário de mobilização e um plano de luta real para derrotar Bolsonaro e vamos batalhar junto com as correntes de esquerda presentes na reunião por essas pautas. Propomos a criação de um Comitê pela Greve Geral durante as mobilizações de julho e agora com a direita compondo os atos estamos buscando conformar blocos classistas em contraposição a diluição das pautas progressistas dos atos.

Mas acreditamos que um denuncismo do DCE, como foi aprovado junto ao bloco unificado, não seja suficiente para conseguir disputar as bases que são do petismo e de um Fora Bolsonaro, que na verdade é Lula 2022 dentro da UFF. Isso não retira o caráter da denúncia e do papel de imobilismo do DCE. Somente que é papel do Diretório Central dos Estudantes ser a vanguarda da mobilização na UFF, organizando blocos, assembleias, panfletagens para os atos, e com uma oposição de esquerda organizada exigindo que isso aconteça, os estudantes que ainda carregam ilusões na gestão do DCE possam fazer uma experiência mais profunda com as correntes, como a UJS, o Levante e a Kizomba.

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