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Unicamp | Assembleia do IFCH-Unicamp defende ato por Genivaldo e chama UNE a enfrentar a PEC 206 pela base

Dia 26 de Maio, ocorreu assembleia de estudantes de Ciências Sociais e História, convocada pelo CACH (Centro Acadêmico das Ciências Humanas). Na presença de dezenas de estudantes, a assembleia discutiu os ataques da extrema direita e os recentes episódios escandalosos de violência policial, com o assassinato por “tortura a céu aberto”, recriando a câmara de gás, do trabalhador negro Genivaldo, em Sergipe. Também discutiu a necessidade de enfrentar a PEC 206 com luta e ocupar o espaço da universidade com arte e vivência. Veja os encaminhamentos.

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terça-feira 31 de maio | Edição do dia

“Nossa assembleia foi muito importante, porque demonstrou um setor de estudantes que está disposto a responder à extrema direita e ao regime do país que conta com uma Polícia Federal ainda mais autoritária e violenta do que sempre foi, com luta. Não podemos deixar passar o assassinato de Genivaldo, há dois anos de George Floyd. A população de Sergipe, em cenas fortes, fazendo a polícia recuar, mostra o caminho. É também a semana em que a polícia de Castro assassinou 26 no Rio de Janeiro, com comemorações de Bolsonaro. É fundamental que todas as entidades estudantis, sindicatos e parlamentares organizem uma resposta. O ato em Campinas, no 13 de Maio, contra o ataque de conteúdo racista e nazista no Bar do Ademir, com centenas de pessoas, foi uma resposta muito importante, mostramos que não vão nos intimidar. Mas poderia ter sido muito mais forte se as entidades, sindicatos e parlamentares da cidade e região, dirigidos pelo PT e PCdoB, tivessem construído. É disso que precisamos agora. O país deveria parar diante do que aconteceu com Genivaldo. Por isso, considero muito importante que os estudantes ali presentes tenham se posicionado em defesa de um ato por justiça a Genivaldo e chamado as entidades e o movimento negro da Unicamp a organizar, junto a outros setores de Campinas. É só assim que se derrota o bolsonarismo, sua base social e esse regime, sem conciliação. Não será com Alckmin, que foi responsável pela maior chacina do estado de São Paulo, quando governou”, disse Ana Vitória Cavalcante, militante do Quilombo Vermelho e da chapa “Do caos à luta” da gestão proporcional do CACH.

Por sua vez, Juliana Begiato, da Faísca Revolucionária, complementou: “E essa força também pode ser um impulso para enfrentarmos a PEC 206, que escancara o projeto de nação dos militares e avança contra o princípio da gratuidade nas universidades públicas. Foi muito importante ver vários estudantes na assembleia, que estão tendo agora seu primeiro contato com o movimento estudantil após a pandemia, colocando que querem se organizar contra a extrema direita, a violência policial e essa PEC 206. Foi no mesmo dia em que vimos um importante ato de centenas de estudantes do Instituto de Artes, denunciando o sucateamento de seus cursos na Unicamp pela Reitoria Tom Zé. Em minha fala, eu defendi a luta pela base, com um plano de luta envolvendo assembleias em todas as universidades que estão com calendário letivo, é que podemos enfrentar seriamente, sem ficar esperando a data para pautar a PEC de novo na CCJ, que pode ser a qualquer momento. A UNE, que é dirigida pelo PT e PCdoB, partidos que possuem parlamentares que deram votos à PEC, deveria estar fazendo isso, com uma paralisação nacional que também fortaleça a resposta aos ataques à extrema direita e por justiça a Genivaldo. Por isso, foi muito importante que saiu da assembleia um chamado a uma assembleia geral, organizada pelo DCE, que é dirigido pelo PSOL e pela UP, com indicativo de paralisação na Unicamp, assim como colocando que a UNE organize assembleias de base em todas as universidades. Está sendo chamado o dia 9 como dia de luta, em seu calendário, mas não pode ser outro dia formal, de calendário, como veio acontecendo nos últimos anos. O acesso dos estudantes mais pobres à universidade não pode ficar na boca da direita para avançar em seu projeto privatista. Deveríamos defender as cotas contra os ataques da extrema direita, ligando à necessidade de acabar com o vestibular e estatizar as universidades privadas. Assim, toda a juventude poderia estudar sem pagar.”

Por fim, Laura Baraldi defendeu que, diante da tentativa de intimidação da extrema direita e também da polícia de Barão Geraldo aos espaços de vivência da juventude, o CACH, junto a outros centros acadêmicos, deveriam organizar uma ocupação decidida do espaço, com cultura negra, contra toda transfobia e mostrando que a universidade tem que ser ocupada política e culturalmente, para que não sejam somente espaços privados e pagos. Argumentou que também não podemos aceitar qualquer criminalização por parte da Reitoria.




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