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Pandemia | Assédio moral de assassina Prevent Senior para receitar ’kit covid’ bolsonarista é confirmado

Denúncias contra a Prevent Senior durante a pandemia entraram na reta final, e o Ministério Público do Trabalho (MPT) deve propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) à empresa no próximo mês. Se assinado, a operadora deverá se comprometer a ajustar alguma conduta considerada ilegal. Isso escancara como a justiça burguesa não tem interesse em punir os capitalistas por seus crimes, pois essa medida é muito leve em comparação a crueldade dos crimes da Prevent Senior.

terça-feira 12 de julho | Edição do dia

Em depoimento para a CPI da Covid no ano passado e em entrevista para o UOL, a advogada de 12 ex-médicos da Prevent Senior, Bruna Morato, contou um pouco sobre os sórdidos bastidores do que ocorria na operadora de saúde.

Ouvi muitas vezes a expressão ’não vale a pena investir’, quando se tratava de pacientes muito idosos. Investir em um tratamento tradicional, que seria a intubação e o acompanhamento desse paciente. ’Já viveu o suficiente’ foi outra expressão muito triste que ouvi também. Ou ’a família nunca vai descobrir’. São todas expressões que precisam ser averiguadas”, disse Bruna ao UOL.

A Prevent Senior realizou práticas de assédio moral organizacional, com episódios de pressão, constrangimento e ameaças para que médicos da operadora receitassem e distribuíssem o chamado "kit Covid", composto por remédios sem eficácia comprovada para tratar a doença.

Há também denúncias do descumprimento, por parte da Prevent, de medidas que garantissem a saúde e a segurança dos empregados durante a pandemia.

Além disso, houve prática de "pejotização" de médicos e denúncia de assédio sexual.

A investigação dos crimes da Prevent Senior ganhou destaque na CPI da Covid após Bolsonaro usá-la para justificar a distribuição de cloroquina. Ou seja, a operadora cumpriu papel importante para supostamente embasar a principal política do governo Bolsonaro na gestão da pandemia, que já levou a mais de 600 mil mortos no país.

Fica claro quando o interesse do lucro está acima do interesse da manutenção da vida em casos como esse, por exemplo. A junção de um governo negacionista da gravidade da doença mancomunado com uma empresa milionária do ramo dos planos de saúde privados não pode atender aos interesses da grande maioria da população que sofreu e sofre as piores consequências da pandemia. Por isso é necessário estatizar e colocar sobre controle dos trabalhadores da saúde toda a rede privada da saúde, seus hospitais, laboratórios estejam à serviço da população e não à serviço do lucro.




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