Internacional

Assassino de George Floyd foi solto sob fiança, aguardando julgamento em casa

O policial Derek Chauvin assassinou brutalmente George Floyd. Agora aguarda julgamento no conforto de sua própria casa.

quarta-feira 7 de outubro| Edição do dia

O policial Derek Chauvin ajoelhou-se no pescoço de George Floyd por mais de 8 minutos. Ele era cruel e impiedoso. Enquanto Floyd chamava por sua mãe, e chorava que ele não conseguia respirar, Chauvin manteve o joelho no pescoço de Floyd. Espectadores imploraram para que ele parasse, mas ele não parou. George Floyd foi brutalmente assassinado em fita, para o mundo ver.

Seu assassinato provocou um movimento nacional e internacional pelas vidas negras. As revoltas deste verão marcaram o maior movimento da história dos Estados Unidos. E agora, depois de meses de protestos anti-polícia, Chauvin foi libertado da prisão com uma fiança de 1 milhão de dólares. Ele foi acusado de assassinato em terceiro grau e foi liberado para aguardar julgamento em casa.

O dinheiro foi levantado por vaquinha feita por supremacistas brancos. Uma mostra do racismo entranhado na sociedade americana e do nível de polarização, em que mesmos diante das brutais imagens de um assassinato inquestionável pessoas saiam em defesa de Derek Chauvin financiando sua liberdade.

Libertá-lo é exatamente o que o sistema de justiça queria desde o início. Levou vários dias de protestos até prendê-lo. Em vez disso, nos primeiros dias após o assassinato de Floyd, os policiais vigiaram a casa de Chauvin com dezenas de policiais. Ele foi finalmente preso em 31 de maio, seis dias após o brutal assassinato de Floyd.

Os ex-oficiais Thomas Lane, J. Alexander Kueng e Tou Thao, os três policiais que ajudaram Chauvin a matar George Floyd foram todos acusados de ajudar e ser cúmplices em assassinato em segundo grau e também de homicídio culposo em segundo grau. Todos os quatro policiais foram soltos sob fiança.

E enquanto Chauvin foi libertado da prisão, os negros ainda estão sendo mortos pela polícia em todo o país. Semana passada, no Texas, um policial matou Jonathan Price enquanto ele tentava mediar uma briga.

O fato de Chauvin ter sido libertado contrasta com como as pessoas negras e da classe trabalhadora são tratadas. Isso contrasta com todos aqueles que estão presos por pequenas violações de condicional ou tendo um pouco de maconha no bolso.

Esta é mais uma injustiça grosseira, mais um tapa na cara da comunidade negra e de todos aqueles que se mobilizaram como parte do movimento Black Lives Matter. É mais um exemplo de como os tribunais não se importam com as vidas negras.




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