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PORTO ALEGRE

As mentiras que Melo conta sobre o vírus ainda vai levar muita gente à morte

Mais de 96% dos leitos de UTI dos hospitais de Porto Alegre estão lotados. O colapso é quase inevitável na capital gaúcha. Enquanto o prefeito Melo segue com sua política negacionista e criminosa, fazendo mentirar e demagogias com a propagação da pandemia para tirar a responsabilidade de suas costas e dos empresários que só querem lucrar enquanto vidas são ceifadas.

segunda-feira 22 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Reprodução

A situação no Estado do Rio Grande do Sul, e principalmente na capital Porto Alegre é de extrema calamidade. Os hospitais da capital contam com 96,96% de lotação dos leitos de UTI, chegando nos seus últimos suspiros antes do colapso total do sistema de saúde da cidade.

Veja também: Com falta de leitos, servidores e vacinas, trabalhadores do Postão da Cruzeiro protestam

Enquanto isso, o Prefeito Sebastião Melo (MDB) segue negligenciando a crise sanitária para privilegiar os interesses dos empresários e seus lucros, enquanto a vida dos trabalhadores porto-alegrenses seguem sendo ceifadas. Após Leite decretar bandeira preta na capital, que, que tese, fecharia os serviços não essenciais, Melo, rapidamente respondeu contra em defesa da abertura do comércio. Seu argumento central é o do que a culpa do aumento dos casos não tem nada a ver com o comércio ou serviços e sim exclusivamente com as viagens para praia e festas clandestinas.

Seus argumentos não passam de pura demagogia. De fato as aglomerações são importantes para ajudar na propagação do vírus, mas a exposição no transporte público, dentro de restaurantes e lojas cheios, dos hospitais com falta de servidores e EPI’s, e vários outros problemas são tão responsáveis quanto. Ao dizer que o comércio não é responsável pelo vírus, o prefeito curiosamente “esquece” de mencionar o fato dos ônibus andarem absolutamente lotados durante todos os dias, com uma quantidade de linhas e horários inferior por conta da pandemia mesmo todo o comércio ter voltado ao normal. Empresários do transporte, amigos de Melo, lucram com esses carros lotados, que acabam virando verdadeiros ônibus de COVID, e obrigam milhares de trabalhadores todos os dias a se aglomerarem sem segurança adequada (inclusive sem dispor de testes massivos para os rodoviários). Quem anda pelo centro da cidade hoje, ou por qualquer terminal de ônibus de grande circulação, quem atravessa a cidade pelas perimetrais da capital, logo vê a falácia da argumentação de Melo de que está indo tudo bem, o problema é só a “gandaia”.

Melo tenta culpar a “gandaia” para tentar tirar toda sua responsabilidade pelas mortes por coronavírus, já que sua política não está voltada para garantir novos leitos, contratação emergencial de trabalhadores da saúde, ou garantir a vacinação em massa. Sua política está voltada para garantir o funcionamento das atividades econômicas de forma totalmente irresponsável, para os empresários seguirem lucrando enquanto o coronavírus segue circulando livremente e os hospitais seguem na beira do abismo. Melo segue a mesma linha negacionista de Bolsonaro, favorecendo os empresários com enormes regalias enquanto os trabalhadores amargam na fila de hospitais e na fila do desemprego.

Sebastião Melo vai cada vez mais se tornando responsável pela situação extrema que Porto Alegre está chegando, Eduardo Leite por sua vez, aguarda o sistema de saúde chegar à beira do colapso para alterar as cores das bandeiras do seu suposto Distanciamento Controlado, e faz sem garantir segurança e auxílio básico para os trabalhadores que estão afetados pela crise.

Frente a essa situação extrema é urgente a abertura de novos leitos para a saúde pública. é necessário abrir os leitos privados para o SUS, assim como utilizar quartos de hotéis, apartamentos e demais estabelecimentos vazios para que seja usados como leitos provisórios e garanta atendimento para todos antes que o colapso chegue de vez. Assim como é necessário a reconversão de toda a indústria para produzir respiradores, equipamentos e insumos para combater a pandemia; o fechamento de todas atividades não essenciais sem que haja demissões; contratação de mais trabalhadores da saúde; EPIs e testes para toda a população.

Frente a falta de vacinas e a irracionalidade capitalista, é preciso também a quebra das patentes para que haja liberdade de pesquisa e distribuição gratuita a toda população. Dessa forma seria possível atender a alta demanda de vacinação, colocando a vida da população em primeiro lugar e não o lucro da indústria farmacêutica.




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