Gênero e sexualidade

8 DE MARÇO

As entidades estudantis devem construir uma forte campanha pela legalização do aborto!

sábado 27 de fevereiro de 2016| Edição do dia

"O direito de que a mulher decida e tenha pleno controle sobre seu próprio corpo, deveria ser visto como uma questão elementar. No entanto, sabemos que não é assim. Mesmo frente a uma imensa crise da microcefalia, que muito provavelmente está associada ao vírus zika, o direito ao aborto é negado mesmo com 5280 caos espalhados pelo país, bem como é inexistente por parte do Estado toda a estrutura necessária para as mães infectadas que decidirem levar adiante a gestação. Isso é um absurdo. O Estado obriga as mulheres a levar adiante uma gestação, independente de terem ou não condições, ou de assim desejarem constitui uma intromissão inadmissível sobre uma decisão que deveria caber única e exclusivamente às mulheres. E agora, com a crise da Saúde isso é ainda mais evidente. O estado do Rio de Janeiro encontra-se imerso numa profunda crise da Saúde. Hospitais, como o HUPE, estão sem condições de funcionar, como viemos denunciando na campanha de apoio que impulsionamos a partir do CASS da UERJ às trabalhadoras terceirizadas e pelo pagamento imediato das bolsas e salários. A população negra e pobre é a mais atingida, e em especial as mulheres. Só entre os dias 1 e 19 de janeiro foram registrados 166 casos de microcefalia no Rio de Janeiro. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) também estão à beira do caos. Enquanto isso, mais de 37,6 bilhões de reais são gastos nas Olimpíadas. É preciso unir a luta pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito com a defesa de um sistema da Saúde, 100%estatal e gerido pelos trabalhadores e pelo não pagamento da dívida pública."
Carolina Cacau, coordenadora do CASS e professora da rede estadual do RJ

“No ano passado o CASS construiu uma atividade que lotou o auditório do nono andar da Uerj sobre “A saúde da mulher e o direito ao aborto”. Foi bastante importante para debater entre as estudantes de Serviço Social os ataques que sofríamos com o PL 5069 de autoria de Cunha e outros deputados, inclusive um do PT! Este ano diante da crise que se abriu com o Zika vírus que escancarou mais ainda o retrato gráfico do machismo na sociedade capitalista, devemos impulsionar com força a partir das entidades estudantis uma campanha pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito e pelo direito das mulheres decidirem para construirmos um 8 de março em que as mulheres saiam as ruas por este direito elementar para todas as mulheres!”
Isabela Santos, coordenadora do CASS e militante da Juventude ÀS RUAS




Tópicos relacionados

8/03   /    Direito ao aborto   /    Rio de Janeiro   /    Gênero e sexualidade   /    Juventude

Comentários

Comentar