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Desemprego | Às custas de subocupação e informalidade recordes, desemprego cai no último semestre

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do IBGE, que saiu nesta quinta-feira (30), houve redução de 1 ponto percentual na taxa de desemprego no trimestre de maio a julho em relação ao trimestre anterior, indo de 14,7% para 13,7%.

quinta-feira 30 de setembro | Edição do dia

IMAGEM: Ana Rayssa/CB/D.A Press

Essa queda no índice de desemprego se dá com o aumento dos empregos de baixa qualidade, houve um aumento recorde no número de subocupados (aqueles que trabalham menos horas do que poderiam), chegando ao número de 7,7 milhões, com um aumento de 7,2% em relação ao último semestre, número que significa um aumento de mais de 500 mil pessoas. Em relação ao ano passado, o indicador subiu mais de 30%, quando havia 5,8 milhões de subocupados no país.

No último ano também aumentou vertiginosamente o número de informais, crescendo mais de 5,6 milhões, somando um total de 36,3 milhões de pessoas e uma taxa de 40,8%. Ainda de acordo com o IBGE, o trabalho informal foi o principal responsável pelo aumento da população ocupada e teve o maior crescimento dos últimos tempos.

Dentre as categorias de trabalho informal a que mais cresceu foi a do trabalho por conta própria, com número de 25,2 milhões de trabalhadores por conta própria, recorde da série histórica, com altas de 4,7% (mais 1,1 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e de 17,6% (3,8 milhões de pessoas a mais) na comparação anual.

Além disso, o número de empregados sem carteira assinada no setor privado também aumentou 6%, saltando para 10,3 milhões, um aumento de quase 600 mil pessoas no trimestre de maio a julho.

Já o rendimento real habitual do trabalhador caiu: no trimestre encerrado em julho, ficou em R$ 2.508 – 2,9% abaixo do registrado nos três meses imediatamente anteriores, de R$ 2.583. Na comparação com julho de 2020, a queda é ainda maior, de 8,8%: há um ano, o rendimento real habitual foi de R$ 2.750.

Estes dados mostram que a diminuição do desemprego se deu às custas do aumento da subocupação, da informalidade e da queda do rendimento real do trabalhador, que com o aumento da inflação e do preço dos alimentos, têm sido aqueles que estão pagando pela crise, sentindo na pele as consequências de todos os ataques do governo.




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