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Machismo e violência política | “As ameaças misóginas de bolsonaristas a Sâmia, Manuela e Duda são asquerosas”: repudiam pré-candidatas do MRT

Nessa semana, o Brasil vivenciou ameaças direcionadas a diversas candidatas e lideranças por parte do bolsonarismo e da extrema-direita. A deputada federal pelo PSOL, Sâmia Bonfim, a dirigente do PCdoB, Manuela D’Ávila e a vereadora pedetista de Belo Horizonte, Duda Salabert, receberam ameaças gravíssimas por parte de grupos neonazistas e de extrema-direita. O conteúdo misógino dessas ameaças é asqueroso e as pré-candidaturas do MRT mostraram seu repúdio.

quinta-feira 4 de agosto | Edição do dia

Sobre Manuela, Valéria Muller, pré-candidata a deputada federal pelo MRT no Rio Grande do Sul, disse: “Manuela D’Ávila vem sofrendo ataques misóginos há anos aqui em Porto Alegre e no estado. Com o golpe e o bolsonarismo, esses ataques cresceram e eles tentam a todo custo silenciar a sua voz. Dessa vez, desejaram a morte da filha da Manuela, ameaçaram matar sua mãe e estuprá-la. São ameaças assim que expressam bem do que é feito o caldo podre do bolsonarismo e do patriarcado. Nós do MRT expressamos solidariedade à Manuela e repudiamos fortemente esses ataques. O caminho para combater a violência patriarcal e a extrema-direita é o caminho que as mulheres na Argentina mostraram, ao conquistar a legalização do aborto, e da luta nos EUA contra os ataques ao direito ao aborto – é o caminho da luta nas ruas em aliança com os trabalhadores contra o patriarcado e o capitalismo!

Sâmia recebeu ameaças neonazistas e grotescas por email afirmando que iriam “amarrá-la na frente do seu filho”. Sobre essa ameaça, Maíra Machado, candidata a deputada estadual pelo MRT em São Paulo, e Marcello Pablito, nosso candidato a deputado federal, prestaram sua solidariedade e declararam seu repúdio total:

A vereadora do PDT de Belo Horizonte, Duda Salabert, recebeu ameaças de grupo neonazista que frequenta os mesmos fóruns frequentados pelas pessoas que fizeram o massacre na escola em Suzano, em 2019. Ameaçaram sua família, sua vida, chamaram-na de aberração e disseram que usariam “bastão de ferro e maçarico” contra ela. Sobre esse ataque grotesco, Flávia Valle, pré-candidata a deputada federal pelo MRT em Minas Gerais, afirmou:

Sobre as ameaças de conjunto, a candidata a deputada estadual pelo MRT no Rio de Janeiro, Carolina Cacau, afirmou: “Apesar de diversas diferenças que o MRT possui com as organizações das quais Duda, Manuela e Sâmia fazem parte, é fundamental prestar solidariedade e combater esses ataques misóginos. Além de serem gravíssimas à vida dessas mulheres, ameaças assim são ataques brutais a todas nós, ao movimento de mulheres de conjunto. Bolsonaro e sua base mais dura foram, entre outras coisas, expressão da reação patriarcal contra a primavera feminista e o movimento de mulheres internacional. Nós vamos derrotá-los com a força das mulheres em aliança aos trabalhadores, os negros, a juventude e os LGBTs, não junto da direita tradicional e patriarcal desse país.




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