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RACIONAMENTO DE ENERGIA | Arthur Lira diz que governo fará racionamento de energia para evitar apagões

Presidente da Câmara disse nesta terça-feira (22/06) que o Brasil terá que passar por um "período educativo" de racionamento de energia para evitar uma "crise maior".

quarta-feira 23 de junho | Edição do dia

Foto: MIGUEL SCHINCARIOL/AFP

Lira teve um encontro com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em uma reunião na semana passada e disse: "O ministro Bento esteve comigo fazendo uma análise do cenário, garantindo que não vamos ter nenhum tipo de apagão, mas vamos ter que ter um período educativo aí de algum racionamento para não ter nenhum tipo de crise maior".

De acordo com o presidente da Câmara, o governo já está em tratativas com o STF (Supremo Tribunal Federal) para evitar a judicialização de uma medida provisória que está sendo gestada pelo governo. O governo trabalha no texto de uma medida provisória que dá poderes para um comitê interministerial interferir na gestão de hidrelétricas e cria as bases para um eventual racionamento de energia.

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O MME (Ministério das Minas e Energia) prepara esta MP para pavimentar o caminho de medidas emergenciais que podem ser necessárias para um cenário de agravamento da crise ainda no segundo semestre deste ano. Entre as ações está um possível "programa de racionalização compulsória do consumo de energia elétrica".

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Acontece que a crise energética não é fruto somente da falta de chuvas, em si uma catástrofe climática que foi alimentada pelas queimadas de Salles, mas também é resultado do sucateamento, desinvestimento e precarização nos sistemas estatais de energia. Agora, com o projeto de privatização da Eletrobrás tendo passado no Senado, vemos as mídias capitalistas como a Globo trabalhando junto com os golpistas e o governo de Bolsonaro e Mourão para vender a privatização como uma solução para a crise energética.

É preciso lutar por uma Eletrobrás 100% estatal e sob controle dos trabalhadores, para que a produção e distribuição de energia esteja voltada para atender as necessidades da população, garantindo um serviço barato e de qualidade para os mais pobres e não um sistema voltado para extrair lucro para os acionistas. Nos encontramos no cruzamento entre pandemia, desemprego e aumento dos preços de alimentos, gás e energia. Por isso, é preciso mobilizar os batalhões da nossa classe para inverter a lógica que os capitalistas nos empurram, para que sejam eles que paguem pela crise e não os trabalhadores arcando com racionamento de energia ou aumento nas contas de luz.

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