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Argentina: encontro nacional de trabalhadores na Madygraf dá um passo na coordenação unificada das diferentes lutas

Apesar da pandemia, o encontro reuniu importantes delegações na fábrica gráfica sob controle operário, a Madygraf, com mais de 4.000 trabalhadores conectados, muitos deles em grupo e nos locais de trabalho. Dezenas de falas vindas de setores em luta destacaram a importância da coordenação e da unidade, e votaram uma série de medidas. Entre elas, uma ação de empregados e desempregados para o dia 27 de abril para confluir com outros setores.

quarta-feira 21 de abril | Edição do dia

Este artigo é uma versão adaptada do publicado no La Izquierda Diario, portal argentino da rede internacional La Izquierda Diario, do qual o Esquerda Diário é parte

Neste último sábado foi realizado um encontro de trabalhadores e trabalhadoras em luta da Zona Metropolitana de Buenos Aires, na Argentina, na Madygraf, uma importante fábrica sob controle operário. Empregados e desempregados, efetivos e terceirizados, informais e regularizados. Todos e todas se encontraram lá para começar a se conhecer, para discutir como unificar suas forças e avançar na coordenação das lutas. Entre as resoluções uma das mais importantes é a mobilização conjunta do dia 27 de abril. Uma grande bandeira que defenda “Unidade dos trabalhadores empregados e desempregados” permitirá que as lutas confluam, os sindicatos e comissões internas combativas, junto ao movimento de desempregados independentes, a esquerda e todos aqueles que lutam contra os ataques.

Mas o encontro não ocorreu apenas na gráfica da zona norte de Buenos Aires. Muito pelo contrário, foram milhares de trabalhadores e trabalhadoras que o acompanharam, de maneira virtual, das suas casas ou locais de trabalho. Enfermeiras reunidas em hospitais para acompanhar este importante debate. Trabalhadores portuários que vem lutando, acompanhando as intervenções do piquete no Terminal 5, no porto de Buenos Aires (que foram reprimidos pelo governo federal apenas dois dias depois). Famílias em luta por moradias, reunidas no bairro Los Ceibos, em La Matanza, escutando lutadores de todas as categorias. Estes são apenas alguns exemplos, entre muitos outros.

No encontro participaram a maioria dos setores que hoje estão lutando: empregados, desempregados e precarizados. Dos terceirizados que lutam pela sua efetivação nas empresas ferroviárias, elétricas e aeronáuticas; os portuários que fazem piquetes contra a precarização; os professores que se levantam contra a tentativa de diferentes governos de impor aulas sem condições sanitárias; os trabalhadores da saúde que vêm dando batalhas impactantes em Neuquén (província da Patagônia argentina) mas também com conflitos em hospitais e clínicas da zona metropolitana; aqueles que lutam por salário em empresas privadas e no Estado; as gestões operárias como Madygraf e Gotán; as famílias da Ocupação Guernica, Rafael Castillo que lutam por teto e moradia, assim como as organizações piqueteras como MST Teresa Vive; a juventude das empresas de entregas e fast food que não querem ser descartáveis; junto às empresas dos serviços e da indústria, entre outros setores. Uma representação que fazia tempo que não se via em um encontro com estas características.

A lista de convocantes contava com: Ferroviários Terceirizados do MCM Linha Roca e COmahue Linha San Martín, Autoconvocados da LATAM em Luta, Clínica San Andrés em Luta, Gotan (empresa sob controle operário), Comissão Interna do Hospital Italiano (ATSA), Terceirizados dos contratados da EDESUR em luta, Comissão Interna GPS Terceirizados Aerolinhas ARgentinas, Ferroviários Demitidos em Luta, Associação de Profissionais e Técnicos do Hospital Garrahan, Associação Gremial Interdisciplinária do Hospital Moyano. Também trabalhadores demitidos do Bingo Oasis de Pilar, terceirizados da Latam, Assembleia de docentes precarizados e desempregados, Comissão Interna da Praixar. Também aderiram os trabalhadores do Hospital Lacarde de San Miguel, Suteba Escobar, Suteba La Matanza, a Junta interna do Ministério de Desenvolvimento da comunidade PBA, entre outros.

Também tomaram a palavra representantes do sindicalismo combativo. O Movimento de Agrupações Classistas impulsionado pelo PTS (organização irmã do MRT na Argentina) e independentes e a Agrupação Nacional Classista e Antiburocrática e o MST, assim como a corrente sindical 18 de dezembro. Também falaram o dirigente de Ademys e Izquierda Socialista, Jorge Adaro, e Lourdes Alfonso, professor em CABA e representante da CSC-PO. Como PTS/MAC foram priorizados as falas dos representantes das diferentes lutas em curso, enquanto o MST/ANCLA priorizou dar voz prioritariamente aos seus representantes de diferentes sindicatos.

Junto às delegações presentes em Madygraf, limitadas por questões sanitárias, participaram milhares de lutadores. Existiram mais de 2.000 conexões, mas muitas delas foram em grupos o que fez com que superassem largamente 4.000 trabalhadores e trabalhadoras que participaram por diferentes meios. Grupos reunidos no Porto de Buenos Aires, nos “descansos” dos dois aeroportos, nas estações de trem, na Clínica San Andrés, no Hospital Lacarte, nos postinhos e hospitais de La Plata, nos bairros de Guernica e Rafael Castillo, assim como em diferentes lugares onde puderam participar das intervenções e fazer falas.

Aqui você pode ver algumas das intervenções que ocorreram ao longo do encontro e pode ativar a opção de tradução automática nas configurações.

Ao longo da tarde, com o tempo ajustado pelas restrições, aconteceram mais de 60 intervenções que expressavam em sua grande maioria as representantes das lutas da zona metropolitana que viemos expressando no La Izquierda Diario.

Os setores em luta demarcaram uma ideia comum: que para lutar por cada uma das suas demandas é necessário se unir e coordenar, como vêm fazendo há mais de um mês. A “coluna das lutas” do dia 24 de março havia sido um primeiro passo, neste 17 de abrim deram outro importante, e além disso votaram o compromisso de seguir adiante com a coordenação, somando a novos setores.

O encontro tornou realidade, tanto na participação, quanto no discurso, o que colocava a convocatória: “Queremos dar a fala para todos, ao contrário do que fazem as direções burocráticas dos nossos sindicatos que buscam calar uma voz, nos opomos à trégua cúmplice da CGT e da CTA, que não enfrentam os ataques do governo. Desde o começo da pandemia, as patronais buscaram nos impor as custas aos trabalhadores, inclusive às custas das nossas vidas e o governo se ocupou com cuidar dos lucros das empresas”.

Nos momentos nos quais descarregam a crise nas maiorias, com 42% de pobreza, precarização e uma inflação que golpeia os salários, aposentadorias e planos sociais, este foi um grande passo de unificação das lutas para dar as batalhas.

Entre as principais resoluções estão:

1. Apoiar todas as lutas em curso de trabalhadores empregados, desempregados e precarizados. Realizar uma ação em comum contra qualquer ataque à rebelião da saúde em Neuquén. Apoio à luta contra a perseguição em Arrebeef e o acampamento dos ferroviários demitidos.

2. Mobilizar o dia 27 de abril quando será a reunião do Conselho do Salário Mínimo Vital e Móvel. As 8 de manhã com uma grande bandeira que diga “Unidade dos trabalhadores empregados e desempregados” e então confluir em uma grande manifestação das lutas, dos sindicatos e comissões interna combativas, o movimento de desempregados independente, junto à esquerda e todos aqueles que estamos nas ruas para enfrentar os ataques. (Considerando a situação sanitária e tomando todas as medidas de cuidado correspondentes).

3. Anulação dos processos dos perseguidos políticos.

Dezenas de experiências de luta e organização

A abertura esteve sob responsabilidade de Germán Gassibe e Jorge Medina da MadyGraf, que saudou todas as organizações que estavam presente no lugar e conectadas.

“Impulsionamos a autoorganização, por isso votamos este encontro em assembleia”, disseram. Também deixaram evidente que seguem em luta em defesa da gestão operária: “lutamos por trabalho para a Madygraf e todas as fábricas sob controle operário. Mas além disso, queremos lutar pelas demandas de todo o povo trabalhador”.

Antes de começarem as intervenções, fizeram uma forte denúncia: “em meio a essa onda de contágios, perto daqui estão as vacinas que o povo precisa. São exportadas pelo laboratório de Hugo Sigman e logo as empresas as usam como querem”.

Uma visão geral das intervenções mostra que os setores em luta coincidiam não apenas na necessidade de se unificarem mais permanentemente, mas também na sua forte oposição à burocracia sindical e as patronais, assim como as críticas com a atitude do governo.

Um dos primeiros a falarem foi Jonatan, terceirizado da ferroviária MCM, que contou que “estamos lutando para sermos efetivados. Queremos o fim das perseguições trabalhistas. Neste mês tivemos muitos descontos. Estamos lado a lado com a luta da EMA e das terceirizadas. Para o dia 27 estamos organizando uma mobilização. Mas quando formos efetivados seguiremos em luta”, disse. Aqui você pode ser a sua intervenção completa.

Richard, de uma das empresas terceirizadas da Edesur, contou que “estamos em luta contra a precarização. Estamos abaixo do salário mínimo da “cesta familiar”, recebemos ameaças da empresa, da UOCRA. Somos essenciais e nos tratam como descartáveis”. Além disso, coincidiu com os ferroviários em estar lado a lado, se irmanar, o que os precarizados vem forjando. “Vamos apoiar todos os contratados porque não queremos mais precarização”.

Darío Durán, tercerizados FFCC Mitre e San Martín, contou que “sofremos perseguições e nos pagam salários baixíssimos. Perdemos companheiros, perdemos Juan Campos, companheiro que morreu da COVID no ano passado. Também não queremos mais Marianos Ferreyras (jovem ativista morto pela burocracia sindical em 2010). Temos uma forma de trabalho que atenta contra a nossa saúde. Nos obrigam a fazer coisas que estão no convênio ferroviário. Por isso exigimos que sejamos efetivados imediatamente”.

Entre os setores precarizados também falaram as e os docentes que estão se organizando na Grande Buenos Aires. “Muitas de nós que sustentamos a educação somos precarizadas. Não nos eximimos, e seguimos em luta aqui com vocês”, disse Mercedes de Berazategui. Davi, também parte da Comissão de Docentes Precarizados, contou que encontraram “um ponto de apoio enorme na comissão de docentes precarizados da SUTEBA La Matanza”. “Nós levantamos as reivindicações do sindicato. Instauramos a unidade com os professores estáveis, sobrecarregados de trabalho e precarizados. É preciso lutar por salários emergenciais para as famílias das trabalhadoras e por uma IFE de 40 mil pesos, o governo deixou elas sem nada”.

Outro setor que esteve presente foi o das trabalhadoras e trabalhadores aeronáuticos. Muitos deles vêm em luta desde o início da pandemia.

Representando os autoconvocados da Latam em Luta, tomou a palavra Eduardo Saab, enquanto uma delegação o acompanhou vinda do bloqueio do Porto de Buenos Aires, acompanhada dos portuários e de muitos outros em casa. Ele disse: “a traição dos sindicatos é a outra pandemia que sofremos”. Também falou Martín Domec, que disse: “seguimos lutando pela continuidade no trabalho. Desde o início estamos autoconvocados. O que vier vai ser encarado coordenando e unificando as lutas”.

César Latorre, da comissão interna do Hospital Italiano, destacou que “nós que estamos aqui temos um desafio, e o que queremos é tirar a burocracia sindical de cima. Esse encontro é um passo para poder avançar nisso e nós trabalhadores, a partir de nossas diferentes experiências, podemos alcançar isso com a unificação”.

Guillermo Pacagnini, da CICOP e da ANCLA, disse que “existe uma resposta massiva, importante e presente em todo o país, algumas são verdadeiras rebeliões. Mas também existem pequenas lutas em defesa dos postos de trabalho. É preciso discutir entre todos nós como avançamos na unificação dessas lutas. Precisamos de um grande espaço de coordenação democrática. Uma grande mobilização no dia 27 vai poder assentar as bases para podermos avançar”.

Uma das intervenções mais aguardadas e destacadas da primeira parte foi a de Raúl Godoy, dirigente de Zanon e do Movimento de Agrupações Classistas, impulsionado pelo PTS e independentes. Godoy contou que “lá em Neuquén ocorre uma verdadeira rebelião da saúde. Já transcendeu a luta sindical, é uma luta social gigantesca, que agrupou toda a comunidade. Estamos na beira de uma revolta popular”. Destacou o processo de auto-organização e os métodos de luta dura das trabalhadoras da saúde, como se organizam entre os hospitais etc. Mas, para além disso, destacou que “como militante do MAC e dirigente do PTS, colocamos o La Izquierda Diario e nossas bancadas a serviço da luta”. Também reivindicou a luta de Zanon e de MadyGraf em defesa das gestões operárias, e que ao mesmo tempo “são uma trincheira de luta, por isso temos a responsabilidade de coordenar, de buscar a unidade dos empregados e desempregados”.

Logo foi o momento de duas das lutas mais destacadas da saúde da zona metropolitana. Um dos trabalhadores do Hospital Larcade (em San Miguel) contou que “Já são 88 dias de luta. Lá no hospital morreram 6 pessoas e mais da metade se contaminou com covid. Quando quisemos nos organizar sindicalmente, roubaram nossas urnas e deram um golpe”. Mas reafirmaram sua decisão de seguir lutando.

Uma das representantes da Clínica San Andrés de Caseros contou que “faz dois meses que estamos em luta para que esse governo nos escute. Nem o Plano de Assistência Integral de Saúde, nem o responsável nos dão respostas. Contamos com 12 camas de terapia, 90 camas no chão. Nesse momento os hospitais regionais estão sem tomografia, nós temos. Toda nossa solidariedade com a luta do pessoal de saúde em Neuquén. Se chegarem a reprimi-los, chamamos a cortar rodovias, avenidas, viadutos e metrôs”, disse em uma das frases que ficou como proposta de resolução do Encontro.

Logo foi a vez de Nicolás, da Agrupação JTP- 18 de dezembro, que afirmou que “esse encontro é uma necessidade imperiosa de unificar as lutas. Há tempo nós entregadores viemos dando uma luta pelos nossos direitos. Se reprimirem o conflito de Neuquén, é preciso sair às ruas imediatamente.

Evelin Cano, de 24 anos, integrante da Rede de Precarizados e terceirizada da limpeza, denunciou que “isso é que os empresários oferecem, mais pobreza para nós, mais riqueza para eles. Nós da Rede somos os que pararam tudo quando a patronal fechou as portas na Hey Latam em Rosário, deixando 150 jovens na rua. Somos parte das muitas lutas que estão aqui, por exemplo a de Guernica. Nós jovens também estamos na luta da saúde de Neuquén, das vinícolas em Mendoza, dos portuários de Buenos Aires, da Garbarino S.A. em todo país”.

Então chegou mais um dos momentos mais emotivos da tarde. Duas trabalhadoras da Arrebeef, o frigorífico que atravessa um grande conflito por salário. “Sou uma das trabalhadoras da Arrebeef, seguimos lutando para que ninguém fique na rua. Nos reprimiram duas vezes, mas seguimos lutando”. Outra delas disse: “acreditamos que é preciso formar uma comissão de luta. Porque com todos unidos não vão nos vencer. Nos apoiarmos juntos é o melhor a se fazer. Para que as patronais não nos pisoteiem, para mostrar um caminho aos nossos filhos. Seguimos em pé de luta, e que ninguém fique de fora. Basta de repressão aos que trabalham”.

Diego Restituto, ferroviário demitido durante o governo de Macri, também foi duro com o atual governo. “Seguimos sendo vítimas do Estado. Esse governo nos persegue, quer criminalizar os protestos sociais para poder levar o pão até a mesa de nossas famílias. Tem um discurso duplo, se queixa das lutas armadas e não se cansa de perseguir trabalhadores que lutam por suas reivindicações. Nessa sexta 23 vamos realizar um acampamento no Hall da Constituição”.

Daniel Erviti, trabalhador do Subte (metrô) e delegado eleito, contou que “temos 10% dos companheiros afetados pela Covid. Um deles é Claudio Dellecarbonara, meu colega que hoje não está aqui. Já contamos 10 mortos. Mas além disso temos o problema do amianto. Já temos 2 mortes comprovadas. Todos os governos são responsáveis. Isso atinge a nós e aos usuários. Cinco companheiros, entre eles eu, recebemos uma carta de demissão. Não podem nos demitir porque somos delegados sindicais, mas a Metrovias quer nos calar”.

A luta por terra, moradia e contra a pobreza

A Assembleia Permanente de Guernica foi um dos organismos que chamou o Encontro de Coordenação de Lutas da AMBA, realizado nesse sábado. Também se conectaram pelo zoom vizinhas e vizinhos das ocupações de terras de Los Ceibos e Rafael Castillo.

Nicole, da Comissão de Mulheres e da Assembleia Permanente, integrante da mesa do Encontro, reivindicou a auto-organização: “Somos mulheres, jovens, famílias trabalhadoras que, na pandemia, por ter trabalhos precários, muitas perdemos o emprego e a possibilidade de pagar um aluguel. Outras tiveram que abandonar seus lares fugindo da violência de gênero. Nós aprendemos que a melhor forma de lutar é nos organizando. Demonstramos que os trabalhadores podem se organizar democraticamente, e também os mais castigados da nossa classe podem resolver, negociar e decidir! Dentro da ocupação aprendemos que quanto mais vizinhos participavam das decisões, mais fortes e concretas eram nossas ações, por isso fomos falando com cada um, mostrando a importância de ser parte da luta”. Aqui é possível ver toda sua intervenção.

Mônica Sulle, do Teresa Vive disse: “estamos aqui porque nos bairros populares é muito difícil enfrentar a pandemia e o covid. Porque vivemos amontoados. O problema da moradia é um dos problemas centrais que temos. As lutas dos trabalhadores empregados e desempregados andam de mãos dadas. Acima os que lutam, vamos por tudo e sigamos lutando nas ruas”.

Logo foi a vez de Jorge Adaro, dirigente da Ademys (docentes portenhos) e também da Izquierda Socialista. “Trago a saudação da Ademys, que votou uma assembleia. Saudações aos setores em luta que estão aqui, porque mostram à classe trabalhadora que estão se colocando de pé diante das traições da burocracia sindical da CGT e CTA. Muitos conheço porque nos cruzamos nas lutas. O ano passado fizemos contribuições de 200 mil pesos para diferentes conflitos. Viemos de uma semana importante para os professores, fizemos uma tremenda paralisação em coordenação com as seções opositoras, da Multicolor, contra as aulas presenciais inseguras. Mas é preciso garantir a conectividade, um plano de vacinação para a população, e precisamos de um salário de emergência para as famílias, os trabalhadores precarizados e os informais”.

Adaro declarou que “nosso sindicato é parte do PSC. Saudamos essa organização, cada luta, e chamamos a nos unificarmos para estarmos mais fortes, com uma organização permanente entre os setores em luta e com o sindicalismo combativo”.

Martin Brat, terceirizado das Aerolinhas Argentinas (GPS), mencionou a experiência de unidade que vinham fazendo com outros setores nos últimos meses. “Temos que fortalecer esse espaço. Estamos pela unidade de todos os trabalhadores empregados, desempregados e precarizados. É o que queremos mostrar nas ruas nesse dia 27. A burocracia sindical é um câncer que temos que enfrentar. Queremos ganhar esses sindicatos, mas surgem instituições que os superam porque têm o apoio do povo . Essa coordenação tem que ser permanente para gerar instituições que imponham à burocracia sindical que tenha que sair às ruas. Colocá-las a serviço de parar o ajuste desse governo”.

Durante as 3 horas que durou o Encontro, houve dezenas de intervenções como as que apresentamos aqui, e também é possível encontrá-las na cobertura audiovisual especial do La Izquierda Diario Argentina.

Ficou o compromisso de seguir avançando na coordenação, não só em instâncias como essa, como também nas ruas. O próximo encontro será no 27 de abril.




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