Internacional

1º DE MAIO INTERNACIONALISTA DA FRAÇÃO TROTSKISTA

Argentina: "Impulsionamos assembleias democráticas em cada hospital, em cada centro de saúde"

Confira a intervenção de Julieta Katcoff, da Argentina, no Primeiro de Maio Internacionalista da Fração Trotskista - Quarta Internacional. Julieta é trabalhadora da saúde e representante do Hospital Castro Rendon, eleita delegada do Conselho Deliberativo de Neuquén para a Frente de Esquerda, e militante do PTS.

sábado 1º de maio| Edição do dia

Julieta Katcoff é militante do PTS da Argentina e trabalhadora e representante do Hospital Castro Rendon, eleita delegada do Conselho Deliberativo de Neuquén para a Frente de Esquerda. Confira aqui a fala dela no Primeiro de Maio Internacionalista da Fração Trotskista - Quarta Internacional.

"No estado de Neuquén, na Argentina, como em todo o mundo, nós trabalhadores da saúde fomos chamados de heróis durante o primeiro ano da pandemia. Mas a realidade é que para os governos somos essenciais para trabalhar sem descanso, mas descartáveis e invisíveis quando se trata dos nossos salários, das nossas condições de trabalho e nossas vidas. Não se importam com a saúde pública. Quando começamos nossa rebelião contra o acordo miserável entre a burocracia sindical e governo, quiseram nos deslegitimar e nos disseram que éramos elefantes, porque não tínhamos formato.

Tomamos essa ofensa e dissemos: Sim! Somos elefantes porque temos memória, pisamos forte e andamos em manada. Impulsionamos assembleias democráticas em cada hospital, em cada centro de saúde, retomamos a tradição das assembleias interhospitalares para unificar ações com todos os hospitais e centros de saúde do estado. E a partir da agrupação Violeta Negra, integrada pelo PTS junto a companheiros e companheiras independentes impulsionamos a unidade e a coordenação junto a outros setores.

A população de Neuquén fez sua a nossa reivindicação e deu seu apoio incondicional à nossa luta. Antes por termos nos colocado na primeira linha contra a COVID, agora porque nossa luta expressou a raiva e insatisfação contidas durante a pandemia. Como parte das nossas lutas, junto com o povo mapuche e as comunidades e os povos da rota do petróleo, em Vaca Muerta, bloqueamos os acessos aos depósitos e fábricas de gás, afetando os pontos centrais desta indústria e os interesses das petroleiras, que enriquecem às custas dos nossos recursos, saqueando nossa terra e destruindo o meio-ambiente.

Nossa luta evidenciou o saque das multinacionais e a política extrativista que é implementada em todo o continente, do governo estadual de Neuquén, do Movimento Popular Neuquino, o governo nacional da Frente de Todos, até o do MAS na Bolívia. Quero dar reconhecimento especial às trabalhadoras da saúde que com nossa força passamos de estar na primeira linha enfrentando o coronavírus, à primeira linha da luta. Temos o apoio de toda a comunidade de Neuquén e de toda a classe trabalhadora, nossa rebelião despertou novas gerações de trabalhadores, precarizados e mulheres que hoje não querem se resignar.

Viva a luta da saúde que despertou a reivindicação em todo o estado e marcou o caminho obrigando o governo, as câmaras patronais e a burocracia sindical a retrocederem. Da Argentina, viva o primeiro de maio internacionalista! Viva a classe trabalhadora! Por uma internacional da revolução socialista!"

Leia aqui o Manifesto internacional O desastre capitalista e a luta por uma Internacional da Revolução Socialista




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