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7 de setembro | Após recuo da Fiesp, agronegócio cinicamente se mostra a favor da harmonia dos poderes

Fiesp adiou o lançamento de manifesto pedindo harmonia entre os 3 poderes da República, em seguida 7 entidades do agronegócio lançaram carta defendendo a paz entre STF e Bolsonaro.

terça-feira 31 de agosto | Edição do dia

A Federação das Indústrias de São Paulo circulou um manifesto com 200 assinaturas dizendo que o “momento exige do Legislativo, do Executivo e do Judiciário aproximação e cooperação. Que cada um atue com responsabilidade nos limites de sua competência, obedecidos os preceitos estabelecidos em nossa Carta Magna. Este é o anseio da Nação brasileira.”

O pano de fundo desse apelo é a briga entre Bolsonaro e o STF, e também com o TSE que agora ganha novo fôlego no 7 de setembro, onde o presidente chama manifestações golpistas sob pelo voto impresso e contra o STF. Contudo, essa “desarmonia” entre os poderes vista na CPI, no Twitter e declarações não passa de uma desarmonia superficial, pois quando se trata de atacar a classe trabalhadora brasileira com as privatizações e as reformas que deixam o custo de vida nas alturas e o salário no subsolo a harmonia idealista entre o triângulo equilátero dos poderes funciona perfeitamente.

O setor da burguesia brasileira mais beneficiado com esse governo é o próprio agronegócio, que após recuo da Fiesp tenta se posicionar como mediador dos poderes, o benfeitor da nação que aumentou em bilhões seus lucros enquanto o povo brasileiro faz fila do osso para comer ou enquanto os indígenas são cassados por seus capachos e a Amazônia, Pantanal e Cerrado é invadido a torto e a direito em nome da ganância desse setor.

Nessa guerra de travesseiros entre os “protetores da democracia” (STF, Judiciário) e o presidente e seus aliados quem sofre e morre é a classe trabalhadora, os povos indígenas e todos os setores oprimidos e explorados da população, pois a mira dos poderes da República é apontada para o mesmo alvo e favorecem a mesma classe.

Veja também: 7 de setembro: enfrentar Bolsonaro, os ataques e a medida ditatorial de Dória nas ruas




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