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Orçamento Público | Após congelar salário de servidores por 20 anos, Câmara aumenta fundo eleitoral em 285%

Enquanto diversos trabalhadores seguem tendo seus direitos cortados e universidades sofrem com falta de verba, parlamentares pretendem quase triplicar o valor destinado para campanhas eleitorais de 2022.

quinta-feira 15 de julho | Edição do dia

IMAGEM: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Em meio a crise econômica e a tramitação de inúmeras retiradas de direitos, nesta quinta-feira (15), deputados federais aprovaram o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, cujo um dos pontos aprovados foram a ampliação do fundo partidário de R$ 2 bilhões entre 2018 a 2020 para R$ 5,7 bilhões para 2022. A proposta está indicada para ser avaliada pelo senado ainda hoje, tendo em vista o recesso que poderá começar no dia 18 deste mês.

Parte da composição do fundo aprovado envolve uma parcela de emendas parlamentares das bancadas estaduais além de 25% de recursos que a Justiça Federal de 2021 e 2022, segundo o relator do projeto, o deputado federal Juscelino Filho (DEM-MA).

A Lei de Diretrizes Orçamentárias impõe as condições e diretrizes financeiras para o orçamento de cada ano, sendo que a última LDO aprovada vem sendo discutida e alarmada por conta do orçamento destinado as universidades federais que correm o risco de fechar por falta de verba ainda este ano.

Enquanto avançam angariando mais recursos para suas eventuais campanhas em 2022, estes mesmos parlamentares protagonizaram uma série de ataques direcionados aos trabalhadores e ao povo pobre nos últimos anos como a PEC Emergencial, que congelou o salário de servidores públicos em 20 anos, a Reforma da Previdência e, agora, com a tramitação da reforma administrativa.

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