CAMPINAS

Após aprofundar crise de Campinas com Jonas, Saadi e Wandão se lançam à Prefeitura

Dario Saadi, ex-vereador e ex-secretário de Jonas Donizette (PSB), é pré-candidato a prefeito pelo Republicanos, junto de Wanderlei Almeida, o “Wandão” (PSB), ex-secretário de Relações Institucionais de Jonas. Saadi disputará as novas eleições para seguir com o antigo compromisso de Jonas: descarregar a crise nos trabalhadores campineiros.

quinta-feira 27 de agosto| Edição do dia

Para as novas eleições, o povo pobre de Campinas não pode se iludir com os compromissos de Saadi, do Republicanos, pois estão voltados a fazer com que os trabalhadores arquem com os custos da crise econômica e sanitária. O PSB e Republicanos são ambos partidos burgueses, que encenam às vezes oposição à extrema direita de Bolsonaro (tal como o PSB), porém seguem medidas para beneficiar os grandes empresários.

Enquanto isso, a população pobre é exposta à morte ou miséria, como é possível constar a partir da reabertura acelerada do comércio sem as medidas de prevenção adequadas proposta por Jonas, que aumentou drasticamente o número de casos de contaminados pelo Coronavírus, fazendo Campinas ter a maior taxa de mortalidade do Brasil. A ausência de uma política de testes massivos, reconversão das indústrias da região sob controle dos trabalhadores para produzir máscaras, EPIs, álcool em gel e tudo que fosse necessário para o combate à pandemia, e mesmo nenhum programa para proibir demissões na cidade, demonstraram que os lucros das empresas valem mais que a vida dos trabalhadores.

Dario Saadi foi secretário municipal de Esportes, mais um representante da gestão de Jonas Donizette. Se filiou em 2020 ao Partido Republicanos, que é ligado à Igreja Evangélica de Edir Macedo, tem um pastor que é vice-presidente da Câmara, e que recentemente abrigou o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro, que se filiaram temporariamente, enquanto o Aliança pelo Brasil não consegue assinaturas suficientes para sair do papel.

Para Dario, "É um dos desafios mais importantes da minha vida. Eu sou pré-candidato a prefeito de Campinas e o Wandão aceitou esse desafio de ser o vice. Tenho muito orgulho de tê-lo comigo nessa luta". Esse "grande desafio" ao qual se refere é também dar continuidade à Reforma da Previdência Municipal de Jonas, que em meio a pandemia reduziu de imediato 3% dos salários dos servidores, incluindo os próprios trabalhadores da saúde (para os quais a câmara votou contra o abono salarial), além dos 700 estagiários demitidos pela prefeitura em maio e o desemprego crescente na cidade.

Jonas geriu a crise de saúde em Campinas com o claro objetivo de não se preocupar com a vida dos trabalhadores, e os resultados de sua política é o de que, no começo deste mês, no dia 11, o balanço da Secretaria da Saúde registrou um índice de mortalidade de 67,7 por 100 mil habitantes no município, dados que são ainda maiores na periferia, como a região do Ouro Verde, que chegou a uma taxa de 91,3 mortes por 100 mil habitantes, índices maiores que os do estado de São Paulo e do Brasil ao mesmo tempo, um absurdo sem precedentes. Enquanto isso, ao contrário de Jonas se dobrar para aumentar o número de leitos e testes, optou por decidir sobre a expulsão de centenas de famílias às ruas da ocupação Mandela marcada para acontecer na próxima semana e que teve aval de Wandão enquanto secretário de Relações Institucionais.

À classe trabalhadora campineira só cabe uma saída independente. Só uma forte organização da nossa classe é que pode responder a precariedade trabalhista, para oferecer empregos dignos aos desempregados e informais, é preciso levantar a proibição das demissões e readmissão de todos os demitidos na pandemia, o acesso massivo a testes para a covid-19 e EPIs para todos que estejam trabalhando, dispensar os grupos de risco com remuneração e contratar mais trabalhadores da saúde para que estes sejam menos expostos e possam oferecer melhores serviços à população.

Junto a isso, é urgente romper o pagamento da dívida pública, para que o dinheiro roubado pelos capitalistas seja usado para garantir saúde, educação e condições salubres de vida para os trabalhadores e para toda a população.

É esta a posição do MRT, que acredita na força da classe trabalhadora para sanar o caos econômico e sanitário administrado por Jonas e que será levado a frente por Saadi. Depositamos nossa confiança em nossa classe, unindo terceirizados e efetivos, empregados e desempregados numa só luta e uma só voz contra os partidos burgueses, como o Republicanos, que sela acordos com Bolsonaro pelo Centrão no Congresso, e contra o PSB de Jonas que descarrega os custos da crise, cujo o próprio a aprofundou, aos mais pobres, mulheres e negros de campinas, com desemprego, fome e mortes.

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