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Teto de gastos | Após anúncio de rompimento do teto de gastos, 4 secretários de Guedes pedem demissão

4 secretários do Ministério da Economia pedem demissão após Guedes acordar com Bolsonaro uma manobra fiscal para financiar o novo auxílio emergencial no valor de R$400,00

quinta-feira 21 de outubro | Edição do dia

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Pediram demissão nesta quinta-feira (21) o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, a secretária especial-adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo.

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Todos alegaram motivos pessoais para o afastamento dos cargos, mas as demissões ocorrem logo depois de Paulo Guedes aceitar manobrar a lei do teto de gastos para a realização do pagamento do novo programa emergencial de renda do governo federal no valor de R$400,00.

Funchal e Bittencourt, importantes secretários do ministério e integrantes da ala neoliberal mais dura, já vinham se opondo ao aumento dos gastos por parte do governo e já haviam ameaçado demissão na terça-feira passada frente ao anúncio do valor do novo auxílio.

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Bolsonaro, em face a queda acentuada de popularidade e altíssimos índices de rejeição, aposta que o programa Renda Brasil assim como o recém anunciado auxílio de também R$ 400,00 aos os caminhoneiros para compensar a alta do diesel possam garantir eleitores visando as eleições de 2022.

As medidas têm desagradado setores neoliberais mais duros do governos, acentuando a crise institucional e com sua base de apoio dentro do governo.

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