EUA

Após 38 dias, Bolsonaro capacho de Trump reconhece vitória do imperialista Biden nos EUA

Na última terça-feira, 15, Bolsonaro finalmente foi forçado a reconhecer a vitória do democrata Biden nas eleições dos EUA.

quarta-feira 16 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: Carlos Barria/Reuters

O fato se deu após 6 semanas da realização das eleições e 1 dia da confirmação do resultado pelo anti-democrático Colégio Eleitoral estadunidense.

Em entrevista ao Datena, Bolsonaro afirmou: “da minha parte, e da parte dele com toda certeza, o americano é pragmático, nós vamos fazer um trabalho de cada vez mais aproximação”. Também disse cinicamente que deu um "start" ao Ministro ultradireitista das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para que fizesse comunicação em suas redes.

Minutos depois da entrevista, em seu Twitter, o presidente publicou:

É um fato que a derrota eleitoral de Trump nos EUA foi o principal revés internacional que Bolsonaro sofreu desde sua chegada ao governo, alinhado à extrema direita internacional que tinha no empresário televisivo sua maior representação, à frente da principal potência imperialista no mundo. Por sua vez, ainda que a derrota de Trump demonstre positivamente às massas que a extrema direita não é um fator estável e permanente nos governos e deixa Bolsonaro em maus lençóis, a via eleitoral e a vitória do democrata Biden são também um fator de fortalecimento do setor do golpismo institucional que pactua e negocia com Bolsonaro em prol das reformas na política brasileira e busca suas frentes amplas ajustadoras para 2022.

Ao mesmo tempo, o gosto amargo desse reconhecimento por Bolsonaro vem com a certeza de que a palavra "soberania" no tweet segue vazia de sentido para o projeto do Brasil como "fazenda do mundo" de Bolsonaro. Isso porque Biden já declarou em campanha que não mudaria "fundamentalmente nada" aos grandes capitalistas, e está a serviço de seguir submetendo a América Latina e outras regiões do globo aos interesses de rapina dos EUA.

Nos EUA, Trump sofreu uma importante derrota eleitoral, mas segue com uma base social de extrema direita que precisa ser enfrentada na luta de classes e com um programa que de fato enfrente os planos dos capitalistas, o que o partido Democrata quer desviar e esmagar. Já no Brasil, não podemos ter nenhuma ilusão na oposição burguesa a Bolsonaro no regime do golpe, que saiu fortalecida das eleições municipais, nem acreditar que devemos esperar 2022 e deixar passar todos os ataque até lá.

O único caminho é a unidade dos trabalhadores, das mulheres, dos negros e LGBTs para lutar e derrotar a escória da extrema direita internacional, com um programa anti-imperialista e para que os capitalistas paguem pela crise.




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