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Transporte público | Após 3 anos sem reajuste, salário dos rodoviários de Porto Alegre só terá 10% de aumento

Com a inflação em alta, deixando comida, aluguel e as contas cada vez mais caras, o reajuste proposto pelos barões do transporte público de Porto Alegre acaba por não ser um reajuste real e deixa perda para os trabalhadores. Os rodoviários da Carris que tem seu reajuste acordado separado não tiveram reajuste.

quarta-feira 5 de janeiro | Edição do dia

Foto: MARCELO G. RIBEIRO/JC

Nesta última terça-feira (04), o Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre realizou uma assembleia para apresentar aos trabalhadores a proposta da patronal para o acordo coletivo deste ano. Como de costume, a assembleia não foi bem construída pelo o sindicato e foi em um horário onde boa parte dos trabalhadores estariam em horário de serviço e não tinham como comparecer.

A proposta apresentada pelos os patrões e acordada pelo o sindicato pelego mostra mais um ataque a categoria. O reajuste salarial proposto foi de apenas 10%. Um reajuste que não ocorre há 3 anos, e nem sequer um reajuste que compensasse as perdas desses anos sem reajuste. Com a alta da inflação que registrou 10,02% em 2021 mostra que esse reajuste é totalmente ilusório e não um reajuste real frente a alta dos preços de alimentos, aluguéis, gás, água e luz. O ticket refeição também teve um reajuste muito abaixo, passando de R$ 27,50 para R$ 30,00.

Outro ponto no acordo foi o aumento do desconto do plano de saúde no salário dos rodoviários da Carris que passou para 79,50 por família para o plano hospitalar, o plano ambulatorial acabou não teve reajuste. Um direito básico para os trabalhadores que a patronal sempre ameaça cortar caso não aceitem o aumento do valor descontado. A proposta foi aprovada com algumas dezenas de trabalhadores apenas.

Os trabalhadores da Carris, que tem seu reajuste acordado separado com o das privadas não receberam nenhum reajuste, seguindo mais um ano sem qualquer aumento e com mais um ataque que estão sofrendo depois que o prefeito bolsonarista Sebastião Melo (MDB) e os vereadores aprovaram a privatização da centenária empresa pública, e que irá gerar milhares de demissões.

Esse acordo não passa de mais um ataque a essa categoria que vem sofrendo com o sucateamento e a precarização do transporte ao longo dos anos. Além da privatização, Melo e os abutres da Câmara Municipal de Porto Alegre aprovaram o fim do cargo dos cobradores, e desde então as demissões nas privadas seguem a rodo colocando centenas de famílias na rua em meio ao desemprego, à miséria e à fome.

A direção do sindicato, que deveria estar à serviço de fortalecer a luta dos trabalhadores, negocia os direitos da categoria de portas fechadas com a patronal e com o bolsonarista Melo. Por isso, é necessário se inspirar no exemplo de auto organização dos trabalhadores, como fizeram os rodoviários da Carris, que entraram em greve contra a privatização da empresa. É preciso confiar na força dos trabalhadores, das privadas e Carris, contra os ataques dos empresários e do Melo, pelo pagamento integral dos salários e benefícios e por um transporte 100% público e sob controle dos trabalhadores e usuários.




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