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SEMANÁRIO

Apontamentos sobre o movimento estudantil e as perspectivas da juventude brasileira

Odete Assis

Apontamentos sobre o movimento estudantil e as perspectivas da juventude brasileira

Odete Assis

Em reunião de dirigentes nacionais da juventude do MRT debatemos a situação da juventude e do movimento estudantil brasileiro apontando as lições do último período e os desafios estratégicos da batalha pela unidade da esquerda na luta de classes realizando os debates necessários pra fortalecer a construção de uma organização anticapitalista, revolucionária, marxista e socialista em nosso país. Esse debate é parte das reflexões que estamos discutindo rumo a nossa plenária nacional este mês.

Foto: Juan Chirioca

“Nos roubaram tanto, que levaram até o medo”

Essa impactante frase presente na rebelião chilena, cuja juventude foi uma das grandes protagonistas, representa muito do sentimento de uma nova geração que vai despertando politicamente ao calor da crise capitalista mundial. Jornais internacionais como o The Guardian já debatem sobre essa nova geração que não vê perspectivas no capitalismo e simpatizam com as ideias marxistas e socialistas. Em 2016, um estudo da Universidade de Harvard apontou que mais de 50% dos jovens norte-americanos rejeitam o capitalismo, em julho desse ano, um relatório publicado pelo Instituto de Assuntos Econômicos (IEA), claramente de direita, revelou como entre os jovens britânicos quase 80% culpam o capitalismo pela crise imobiliária, enquanto 75% acreditam que a emergência climática é “especificamente um problema capitalista” e 72% apoiam a nacionalização radical. Além do fato de que ao todo, 67% desejam viver sob um sistema econômico socialista.

Essas pesquisas expressam como para os jovens em todo mundo a falta de perspectivas diante da crise capitalista abre espaços para as ideias de esquerda. A mesma pesquisa citada anteriormente apontou que entre os millennials conhecedores de Karl Marx, metade tem uma visão positiva dele. Nas redes sociais, como o Twitter e o TikTok, muitos jovens da chamada geração Z, vem produzindo conteúdos radicais que questionam a miséria capitalista. No entanto, é necessário ver que a concepção do que é de fato o socialismo e o marxismo está para esses jovens provavelmente muito mais próxima da visão reformista de redistribuição, do que da luta pelo fim da propriedade privada e do estado capitalista, objetivando a socialização dos meios de produção e a construção de uma sociedade sem classes. Ou seja, cada vez mais se faz um desafio buscar resgatar os fios de continuidade do melhor da tradição marxista e revolucionária para organizar a juventude com uma perspectiva política, estratégica e programática na luta contra esse sistema.

O capitalismo e seus governos arrancam nosso direito de estudar e nossas perspectivas de futuro

Segundo a pesquisa Juventude e Pandemia do Coronavírus publicada este ano, 6 a cada 10 jovens brasileiros relatam ansiedade e uso exagerado de redes sociais; 5 a cada 10 sentem exaustão ou cansaço constante; e 4 a cada 10 têm insônia ou tiveram distúrbios de peso. Nossa saúde mental vem sendo destruída por esse sistema e seus governantes. No Brasil de Bolsonaro e Mourão, é cada vez menor o número de jovens que conseguem sua independência financeira, a maioria é cada vez mais dependente de sua família. Muitos jovens nem sequer encontram trabalho, apesar de ter aumentado a procura por emprego. Entre os que estão trabalhando, 61% estão em empregos como jovem aprendiz, autônomo, freelancer, MEI, fazendo bicos ou atividades sem carteira assinada, 5% trabalham ajudando os pais ou familiares sem receber remuneração em troca. Quanto aos sentimentos dos jovens em relação às perspectivas do trabalho no futuro, 4 a cada 10 estão inseguros, entre mulheres é mais forte os sentimentos ruins e muito ruins, em especial a insegurança.

Essa é a realidade de uma juventude que tem suas vidas cada vez mais precarizadas, tendo que trabalhar para se sustentar e ajudar sua família. Enquanto isso, a insegurança alimentar alcança quase 125 milhões de brasileiros. Sem falar na violência policial que aumentou diante da pandemia e do fortalecimento da extrema direita, que assassina jovens e crianças negras dentro de suas casas em operações policiais que espalham o terror nas favelas e comunidades.

Ter diplomas universitários já não mais expressa garantia de um emprego com melhor remuneração. A necessidade do aumento das taxas de exploração dos trabalhadores visando, mesmo diante da crise, manter os lucros dos empresários e patrões, produziu uma precarização do trabalho em níveis extremos. No Brasil e em diversos países do mundo, ajuste é a palavra de ordem dos governos. Bolsonaro, Mourão e os militares juntamente com o congresso, o STF e os governadores implementam reformas, privatizações e ataques, enquanto a fome, a miséria, o desemprego e a precarização do trabalho são a realidade na vida da maioria dos jovens e suas famílias.

Muitos jovens estão sendo literalmente expulsos das escolas e universidades. Os cortes e ataques do governo Bolsonaro pioraram um cenário de ajustes que começou com os governos petistas e se intensificou após o golpe institucional de 2016, em especial com a EC 55 que congelou por 20 anos o orçamento da saúde e educação. Mais da metade dos jovens que não estão estudando tiveram que parar durante a pandemia, o principal motivo é financeiro e a dificuldade de se organizar com o ensino remoto. Mesmo depois de furar o filtro social do vestibular, muitos se veem obrigados a abandonar a universidade para conseguir garantir seu sustento e o de sua família. E para toda uma nova geração a perspectiva de entrar na universidade se faz cada vez mais distante.

Desafios para que o movimento estudantil se transforme em um ator político nacional ao lado da classe trabalhadora e dos setores oprimidos

A fragmentação imposta pela pandemia, combinada com os índices alarmantes de evasão traz enormes desafios ao movimento estudantil. Muitos estudantes sequer conhecem suas universidades, quanto mais o papel do movimento estudantil e das entidades estudantis. Entre aqueles que não tiveram diretamente que abandonar suas graduações, muitos travam uma intensa batalha para conseguir trabalhar e ao mesmo tempo vencer o cansaço para assistir às aulas remotas e dar conta dos níveis extremos de produtivismo que são cobrados. Como se fosse possível produzir academicamente ignorando a realidade imposta a nós todos os dias. Tudo isso dificulta que exista maior interesse pela dinâmica do dia a dia do movimento estudantil, parte da situação reacionária que vivemos e combinada à atuação adaptada das direções, que desenvolvemos adiante.

As universidades brasileiras historicamente foram criadas para atender os interesses de classe da burguesia, seu caráter é bastante elitista e excludente. Fruto das lutas dos estudantes, trabalhadores e da população obtivemos conquistas como as cotas, nos últimos anos houve uma mudança da composição social e atualmente a maioria dos estudantes das universidades e institutos são de escolas públicas. No entanto, o caráter das universidades permanece policlassista e toda sua estrutura de poder, com reitorias, conselhos e órgãos burocráticos etc., são voltados para garantir sua função primordial: que o conhecimento esteja a serviço dos interesses da burguesia.

Durante os governos do PT, a expansão das universidades se deu em chave precária e em especial seguindo a cartilha neoliberal do banco mundial criando grandes conglomerados da educação com fortes incentivos à iniciativa privada. Uma bolsa do PROUNI chegava a valer quase 3 vezes o investimento em vagas nas universidades públicas. Naquele momento, Lula aproveitou o boom das commodities para sustentar o crescimento econômico que combinava algumas medidas de redistribuição para os mais pobres, com lucros bilionários para empresários, e na educação não foi diferente e com os impactos da crise econômica, significou também cortes bilionários de Dilma Roussef. Hoje temos 15,9 milhões de jovens entre 19 e 24 anos de idade, destes apenas 18,1% estão no ensino superior, dos quais 78,5% estão em universidades privadas, dando lucros aos tubarões da educação.

Claramente o bolsonarismo e a extrema direita elegeram a educação como um dos seus grandes inimigos, é assim que sob o argumento de lutar contra a doutrinação e o marxismo cultural, também promovem perseguições e nomeia interventores, ferindo a autonomia universitária. Inclusive não esquecemos que o MBL foi um dos precursores desses ataques, defendendo o Escola sem Partido e atacando nossas entidades estudantis. Mas na hora de votar políticas como a EC do teto dos gastos públicos, a reforma da previdência, a reforma trabalhista, as privatizações e os cortes no orçamento, a extrema direita teve ao seu lado os partidos da direita como PSDB, Cidadania, Solidariedade e até mesmo aqueles que se fingem de progressistas mas são partidos burgueses como Rede, PDT e PSB.

Diante dos enormes ataques do bolsonarismo e da direita, Lula e o PT se apoiam no passado, num imaginário da época em que foram governo, para tentar cooptar setores da juventude e canalizar nossas forças para as eleições de 2022. Buscam abertamente desviar a raiva que muitos jovens possuem diante da miséria capitalista, como se fosse apenas um problema de governo e não uma lógica intrínseca de um sistema que em momentos de crise vai colocar seus governos a serviço de retirar tudo que foi conquistado com a luta dos trabalhadores e da população. Nos estados onde governam, implementaram a reforma da previdência e garantem bilhões para os empresários enquanto a população amarga a fome e chegaram até mesmo a atacar o Quilombo Quingoma, o primeiro Quilombo no Brasil, na Bahia com Gramacho e Rui Costa. As centrais sindicais e entidades estudantis que dirigem, como a CUT e a UNE, estão a serviço dessa política convocando atos espaçados, sem organização desde a base, deixando isoladas as lutas parciais que vem acontecendo e priorizando a busca por frentes amplas com a direita ao invés da unidade entre trabalhadores, estudantes e os movimentos sociais, como os indígenas.

A UNE, União Nacional dos Estudantes, foi construída pela força de milhares de jovens em luta pelo seu direito de estudar. Uma origem potente, porém desviada pela política levada a frente por sua direção histórica, já que em momentos decisivos a UNE se afastou dos anseios mais sentidos pelos estudantes, sem se ligar com amplos setores da classe trabalhadora e dos setores oprimidos. Para nós, enquanto marxistas, sabemos que é fundamental tirar lições da história da UNE para avançar nos desafios que estão colocados hoje. Por exemplo, muitos estudantes se questionam corretamente como ampliar a capacidade de organização e influência das entidades entre os estudantes. E ao olhar para a história da UNE, vemos que os momentos de maior influência política das nossas entidades e do movimento estudantil se deu quando esses questionavam fortemente a universidade burguesa e a sociedade capitalista. Essa lição histórica precisa ser resgatada como parte da memória do movimento estudantil para pensarmos nossa luta contra Bolsonaro e Mourão.

Contudo, o que vimos no último período foi a entidade priorizar um lugar na foto de entrega do superimpeachment ao lado do Kim Kataguiri e Joice Hasselmann, enquanto literalmente do outro lado do planalto os indígenas bravamente se enfrentavam contra o Marco Temporal e a PL 490 do agronegócio, de Bolsonaro e do STF. Ou então, vimos a atual presidente da UNE defender uma “frente ampla até doer” e subir no palanque do repudiável MBL, o mesmo grupo que nasceu querendo destruir a entidade e acabar com a organização do Movimento Estudantil. Enquanto isso, a UJS (que divide a direção majoritária da UNE com o PT e o Levante Popular da Juventude) faz política contra as assembleias estudantis para evitar qualquer tipo de espaço democrático onde os estudantes possam se expressar e contrapor a política defendida por eles. Ademais, o problema não é apenas organizativo, mas sim fundamentalmente político, já que o conteúdo defendido pelas correntes majoritárias da UNE, e apoiado por setores da esquerda, de aliança com a direita e aposta nas instituições, se distancia das demandas mais sentidas pelos estudantes e da realidade vivida pelos jovens que sequer conseguem entrar na universidade.

Como viemos defendendo como parte do movimento, nas ruas, nas poucas assembleias e reuniões que existem, em nossa opinião a força da juventude e da classe trabalhadora não pode ser canalizada para desvios como o impeachment e as eleições, que não vão responder os problemas de fundo causado pela crise capitalista, da qual Bolsonaro e a extrema direita são frutos. Defendemos que é preciso batalhar para impor com a nossa luta unificada uma nova constituinte livre e soberana que revogue cada uma das reformas, que imponha o não pagamento da dívida pública para que possamos ter mais verba para a educação e saúde e uma série de outras mudanças. Pois vemos que ser parte de um processo como esse poderia fazer com que um setor de jovens e trabalhadores avançasse para ver a necessidade de lutar numa perspectiva anticapitalista, socialista e revolucionária para colocar de uma vez por todas fim nesse sistema de miséria, construindo um governo operário em ruptura com o capitalismo.

Batalhar pela unidade entre os estudantes, trabalhadores e a juventude como parte da defesa de um programa anticapitalista e socialista de resposta à crise

Queremos intensificar ainda mais a batalha pela unidade entre os estudantes, os trabalhadores e os movimentos sociais e reforçamos o chamado a todas as organizações de esquerda, as juventudes do PSOL, do PSTU, UP, PCB e PCO para que possamos articular um polo nacional do movimento estudantil que batalhe por isso na UNE e em cada universidade, escola e local de trabalho, se ligando às demandas mais sentidas pelos estudantes. A começar por cercar de solidariedade as lutas em curso, como fizemos quando construímos um comitê de estudantes com algumas dessas organizações em solidariedade à luta dos trabalhadores da MRV em Campinas e da Carris em Porto Alegre. Mas também pensando blocos em comum nos atos pelo Fora Bolsonaro, de forma independente da direita, e batalhando pela defesa da auto organização dos estudantes exigindo das direções majoritárias a construção de um plano de lutas organizado desde a base, com assembleias e reuniões democráticas com direito a voz e voto para todos os estudantes.

Esses elementos seriam base para debatermos também nossas diferenças, buscando avançar na defesa de um programa que possa responder a situação da juventude e da classe trabalhadora hoje em nosso país. O que em nossa visão passa por deixar de lado políticas de desvios da nossa luta, como é o impeachment ou a falácia da unidade de ação com a direita, para colocar em primeiro plano a defesa dos nossos direitos, lutando lado a lado de cada jovem que é expulso das universidades pela falta de permanência e de cada trabalhador que se enfrenta com seu patrão. Buscando organizar em cada universidade, escola e local de trabalho para defender bolsas estudantis de um salário-mínimo, exigindo que as reitorias divulguem os dados sobre os impactos dos cortes e que se a burocracia universitária de fato quer se colocar contra Bolsonaro, que chamem assembleias e espaços democráticos de discussão com toda comunidade universitária. Lutando pela efetivação dos trabalhadores terceirizados sem concurso público, contra a precarização do trabalho e o desemprego.

Apresentamos essas propostas como parte das discussões que pretendemos seguir fazendo em cada lugar, pensando não só as iniciativas mais imediatas que podemos ter em comum, como é apoiar cada luta em curso, mas também os debates programáticos que permitam batalhar para que dentro do movimento estudantil o campo da oposição de esquerda possa avançar e não ser somente um acordo entre as correntes nos momentos de eleições, mas travar uma batalha permanentemente para retomar o melhor da tradição do movimento estudantil, levantando um programa que busque questionar a universidade e a sociedade de classes. Inclusive pensando a possibilidade de conformar, em base a discussões programáticas, chapas unitárias nas eleições das entidades estudantis, que estão voltando a acontecer em diversos lugares depois de quase dois anos de pandemia.

Queremos discutir com as, os e es companheires e com todes estudantes suas visões e propostas para as entidades, assim como poder apresentar nossas experiências recentes com a eleição da chapa Carcará para o Centro Acadêmico de Ciências Sociais na UFRN, e a chapa Vozes de Protesto para o Centro Acadêmico de Teatro na UFRGS. Elas foram construídas conjuntamente com estudantes independentes buscando retomar fortemente o melhor da tradição do ME e se ligar aos fenômenos da juventude internacional, com um forte destaque para o papel do trabalho de base para fortalecer nas entidades e no movimento estudantil essa perspectiva, marcadas pela solidariedade às lutas em curso e pela aliança operária-estudantil. Em nossa visão, esses elementos são indícios que mostram como com um programa combativo e de auto organização pode nos ajudar a avançar para superar as enormes dificuldades da situação reacionária e na batalha para que setores importantes dos estudantes cada vez mais possam ver o movimento estudantil não como mero intermediador das suas necessidades com a burocracia universitária, mas como uma verdadeira ferramenta de luta e organização dentro e fora das universidades. Uma batalha que poderíamos discutir como avançar de forma unitária entre todos os setores que se colocam como de oposição de esquerda da UNE.

Esses são alguns apontamentos que estamos aprofundando na discussão entre nossa militância para debater qual projeto de juventude é preciso colocar de pé nesse momento. Um debate que tornamos público nesse artigo e em outras contribuições que serão publicadas posteriormente com as reflexões de nossos camaradas, porque acreditamos que pensar os desafios da construção de uma juventude revolucionária no Brasil hoje, precisa se dar como parte de uma construção conjunta com as centenas de jovens que nos acompanham em diversas lutas nas ruas, nas greves e nos piquetes, em cada aula, curso, formação teórica e política, nas batalhas das assembleias e reuniões estudantis, em cada pausa do telemarketing ou do intervalo do trabalho, e na luta contra os patrões e seus governos. Nossa juventude é composta por estudantes e trabalhadores em diversos estados do país, que se colocam na linha de frente da luta contra Bolsonaro, Mourão e os militares sem nenhuma aliança com a direita, o STF e os capitalistas.

Somos uma juventude que se rebela contra os patrões e por isso estivemos lado a lado com as lutas dos trabalhadores da MRV, da Carris, da Sae Towes, do Detran-RN, da Rede TV, da Proguaru, e da impressionante mobilização dos povos indígenas em Brasília e em todo país. Queremos organizar nossa raiva contra os patrões e estamos impulsionando junto com trabalhadores do Esquerda Diário uma grande campanha pelo reajuste automático dos salários de acordo com a inflação e por emprego com direitos para todos. E como parte da Fração Trotskista - Quarta Internacional (FT_QI) lançamos o manifesto O capitalismo e seus governos destroem o planeta: destruamos o capitalismo, construído por organizações de juventude e agrupações anticapitalistas, socialistas e revolucionárias na Argentina, Brasil, Estados Unidos, Chile, México, França, Estado Espanhol, Alemanha, Itália, Venezuela, Bolívia, Peru, Costa Rica e Uruguai. Nossa batalha é para resgatar os fios de continuidade do marxismo revolucionário, contra a degeneração estalinista, retomando em especial o legado do grande revolucionário russo Leon Trotski e sua Teoria da Revolução Permanente como parte da estratégia e programa para a construção do futuro comunista da humanidade. E essas grandes tarefas precisam ser construídas conjuntamente com essa geração que a cada dia vem mostrando como não deve nada aos capitalistas e seus governos.

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Odete Assis

Mestranda em Literatura Brasileira na UFMG
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