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Apagão no Amapá não começou por incêndio causado por raios, indica laudo inicial

Enquanto nesta semana é divulgado o laudo preliminar que indica o início do fogo na subestação de energia do Amapá, a população segue sem luz e acesso a serviços básicos. No laudo indica que a empresa Isolux, responsável pela única subestação de energia do estado, sequer possuía guarnições para conter o fogo.

quinta-feira 12 de novembro| Edição do dia

Foto: G1/Reprodução

O apagão no estado do Amapá já se estende há mais de uma semana e nesta quarta-feira, 11, foram divulgadas as primeiras informações do laudo preliminar que averigua o início do incêndio na subestação de energia que a empresa multinacional Isolux é responsável, na capital do estado, no Macapá.

O incêndio consumiu o transformador após uma tempestade, entretanto, peritos descartam que o fogo tenha sido provocado por raios, visto que o pára-raios da instalação estava intacto.

Segundo o laudo, o problema começou em uma das buchas do transformador, sendo esta a causa do incêndio a princípio. Como a empresa não tinha guarnição para conter o fogo, após o primeiro transformador estrar em chamas, houve uma sobrecarga do segundo transformador, danificando-o. O terceiro transformador estava desativado, deixando a única subestação do estado do Amapá sem nenhum transformador de energia.

Saiba mais: Empresa privada de energia é responsável pelo apagão em todo o Amapá

Diante dessa situação calamitosa, a população já está há mais de uma semana sem energia elétrica. Especialmente em bairros periféricos, onde vivem os trabalhadores e população pobre, o governo não garantiu condições para solucionar o problema da falta de luz. Não só isso, a resposta do governo foi reprimir brutalmente a população que está protestando pela falta de energia que deixa muitos também sem água, alimentos e serviços mínimos e básicos, ainda mais durante uma pandemia.

Apesar do Amapá ser um estado com quatro hidrelétricas que distribuem energia para todo o Brasil, hoje segue no escuro por conta do descaso dos governos e das empresas privadas como a Isolux, que sequer tinha guarnições para conter o fogo no momento do início do incêndio. Esta situação escancara o que significa o projeto de país do golpe que quer privatizar todas as empresas estatais, incluindo as de importância fundamental para garantia de condições básicas para a população. Nesse sistema, a sede de lucro das empresas e a proteção e prioridade que recebem dos governos vêm antes das necessidades e direitos da maioria da população trabalhadora.




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