Amigo e assessor de Bolsonaro, Almirante recebe mamata de 20 mil reais de empresa do BB

O almirante da Marinha, Flávio Augusto Viana Rocha, por ter sido indicado em julho para representar, por 3 anos de mandato, o governo em uma empresa ligada ao Banco do Brasil, recebe R$20 mil a mais de remuneração mensal.

segunda-feira 12 de outubro| Edição do dia

Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República

Rocha, apelidado como “a sombra do presidente”, é o mais cotado para assumir a Secretaria-Geral da Presidência, hoje ocupada por Jorge Oliveira. Foi indicado pelo Banco do Brasil para vaga de membro titular do Conselho de Administração da Brasilseg, empresa do ramo de seguros fruto de uma parceria entre a instituição brasileira e o grupo espanhol Mapfre.

De acordo com informações disponibilizadas pelo banco, a Brasilseg é dona de 100% do capital de outras duas empresas, a Brasilseg Companhia de Seguros, que atua nos ramos de seguros de vida, habitacional e rural, e a Aliança do Brasil Seguros, que atua na área de riscos de seguros residenciais e empresariais.

Não podemos esquecer que recentemente o Banco do Brasil perseguiu uma delegada sindical em São Paulo, após a mesma denunciar descumprimento dos protocolos sanitários e exigir condições para proteger a saúde do conjunto dos trabalhadores no complexo Verbo Divino do BB.

De acordo com o Portal da Transparência, o salário bruto pago ao secretário especial em julho, no qual não incidiu o valor devido por sua participação como conselheiro da Brasilseg, foi de R$44 mil.

Veja também: Militares aumentam número de cargos no governo e querem salários além do teto de R$ 39 mil

Com essa indicação, Bolsonaro promoveu uma mudança administrativa. Até então um setor da Secretaria-Geral da Presidência, a SAE ganhou novo status, passando a ser uma estrutura ligada diretamente ao presidente. Comprovando, dessa forma, o comando que Bolsonaro deseja ter sobre o governo, assim como faz com a Policia Federal, ao exigir que persiga um jornalista que elaborou um artigo contra ele.

O surgimento de diversos militares ocupando esses cargos na alta cúpula do governo demonstra o fortalecimento desses setores fardados tutelando a administração do país contra os trabalhadores, estreitando ainda mais sua relação com o Estado. Uma amostra do nível de degradação que o regime brasileiro vem avançando desde o golpe de 2016, e a passos mais largos com Bolsonaro.

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