PANDEMIA

Amazonas está perto do limite da ocupação dos leitos de UTI para Covid-19

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, mesmo com mais 60 leitos de UTI remanejados para tratar a Covid, a taxa de ocupação está acima de 90%

quarta-feira 16 de dezembro de 2020| Edição do dia

O governo do Amazonas conta com hospitais de apoio em Manaus para atender pacientes com Covid-19. O 28 de Agosto é um deles e também está com a taxa de ocupação de leitos de UTI no limite: dos 12 disponíveis, 10 estão ocupados. Em todo o estado, o índice de ocupação é de 84%.

“Agora nós estamos tendo uma nova onda de aumento no número de contágios e de internações em Manaus, muito em função das eleições que nós tivemos agora em novembro e principalmente cada vez maior relaxamento da população”, explica Jesem Orellana, epidemiologista da Fiocruz Amazônia.

Nesta quarta-feira (16), o governo do Amazonas disse que vai disponibilizar mais 20 leitos de UTI no Hospital Delphina Aziz para pacientes com Covid-19.

O sistema de saúde de Manaus entrou em colapso em maio quando se registrou um número de mortes 108% acima da média histórica. No dia 1º de junho, no entanto, registrando queda no número de mortes, o governo começou a permitir a reabertura de atividades econômicas. Em julho permitiu o retorno de escola particulares e em agosto o retorno de escolas estaduais na capital. Uma reabertura totalmente irracional e nada científica, sem testagem massiva levou ao crescimento exponencial do número de casos novamente. (https://www.esquerdadiario.com.br/Governo-do-Amazonas-volta-a-restringir-atividades-mas-sem-garantir-testagem-massiva)

A burguesia não busca responder à altura essa crise sanitária e econômica e não protege as milhões de vidas em jogo, justamente pelos seus interesses antagônicos aos interesses da classe trabalhadora. Somente os trabalhadores, unidos e auto organizados em cada local de trabalho e estudo podem dar uma resposta defendendo um combate efetivo da pandemia, como os testes massivos, os EPIs, bem como a estatização de todo o serviço de saúde pública sob o controle dos trabalhadores e tudo o que for preciso nesse momento, para que sejam os capitalistas que paguem com seus lucros e bens pela crise que criaram.




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