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Amazon é pega em flagrante contratando espiões para reprimir organização dos trabalhadores

Ex agentes de inteligência e espionagem de agências governamentais são contratados por grandes empresas para reprimir a organização e luta dos trabalhadores e garantir os exorbitantes lucros dessas companhias.

quinta-feira 15 de outubro| Edição do dia

Cris Smalls, trabalhador demitido da Amazon por denunciar condições inseguras de trabalho
Foto: Rick T. Wilking/Getty Images

A Amazon foi flagrada anunciando vagas para “analistas de inteligência”, cujo objetivo, entre outros, seria monitorar “trabalho organizado, grupos ativistas, líderes políticos hostis”, de acordo com notícia da revista Vice. Essas contratações são direcionadas para suprir departamentos de inteligência dessas grandes companhias com o intuito de reprimir e perseguir qualquer tipo de iniciativa dos trabalhadores que lutam por melhores condições de trabalho e salário.

Isso explica o fato de Jeff Bezos, dono da Amazon, ser o homem mais rico do mundo. Para garantir a supressão de custos trabalhistas e fugir de regulamentações laborais, empresas como a Amazon, criam verdadeiras milícias patronais para cortar pela raiz qualquer forma de ativismo operário, garantindo assim, a manutenção de seus lucros milionários contra a vida dos trabalhadores.

Essas empresas nos EUA, contam com a colaboração de ex espiões da CIA, do FBI e da NSA, que desde o fim da guerra fria criaram um mercado privado de espionagem coorporativa que presta serviços para grandes capitalistas, seja contra seus concorrentes ou contra os próprios trabalhadores.

Esses departamentos de inteligência (que no caso do Wall Mart conta com um quadro de 400 funcionários), agem em relação direta com os governos, trocando informações, colaborando mutuamente para minar e combater qualquer intenção dos trabalhadores se colocarem contra os altos níveis de exploração dessas companhias.

Não é de se estranhar que grandes corporações gastem fortunas em aparatos de inteligência como esses, já que partem da experiência histórica das lutas operárias que por diversas vezes colocou em xeque o poder dos capitalistas já que os trabalhadores organizados com independência de classe, em prol de seus próprios interesses, são uma força monstruosa capaz de tirar o poder das mãos dos exploradores.

A classe operária, desde a entrada da China com o maior proletariado do mundo, nunca foi tão numerosa. Se por um lado o aumento da força de trabalho mundial garante maiores níveis de exploração para os capitalistas, aumentam por outro lado, a força social capaz de derrubar esse sistema de exploração e miséria.

Com informações da revista Jacobin




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