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ALTA DOS PREÇOS

Alta nos preços e inflação: pesquisa sinaliza aumento maior para 2021

Apesar do demagógico discurso de economistas neoliberais do governo e do Banco Central de que o aumento dos preços não gerará inflação e é temporário, estudo recente mostra preocupação para inflação no país em 2021.

quarta-feira 25 de novembro de 2020| Edição do dia

Foto: Carlos Alberto Silva

O Boletim Focus, que reúne projeções de analistas do mercado financeiro mostrou novo aumento no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de 3,22% para 3,40%, sendo que muitas instituições financeiras vêm esses índices chegando a até 4%.

Sem nenhum sinal de desaceleração no forte aumento dos preços no atacado, permanece o temor de que o encarecimento do IPA (Preço ao Produtor Amplo) dos produtos agropecuários (61,02%) e dos industriais (23,66%), seja passado ao varejo, que já sofre com a alta dos preços de 4,18%, dados esses dos últimos doze meses. Nesse mesmo período o IPCA, a inflação oficial do país, soma 3,92%.

Todos esses dados no fim significam que o preço da vida, que já têm aumentado e muito nos últimos meses, com a alta do arroz do feijão, do óleo, do leite, da carne, tendem a se manter nas alturas, ou aumentar ainda mais.

Enquanto vemos os mais pobres sendo brutalmente afetados pelo aumento da carestia de vida, as grandes empresas seguem mantendo seus lucros em alta. Enquanto uma grande parcela da população precisa destinar boa parte da sua renda numa cesta básica, a população mais rica sofre três vezes menos com esses ajustes. Os preços aumentam e as divisões de classes se tornam mais aparentes.

Veja também: Inflação dos alimentos entre os mais pobres é três vezes maior que aos mais ricos

Dados recentes do IPCA-15, mostram que a alta dos preços e uma inflação que já esse ano beira os 4%, afetam diretamente a alimentação das famílias mais pobres, ainda mais quando o maior aumento dos preços se concentram em itens da cesta básica, o que vem provocando um forte impacto na vida, principalmente da população mais pobre. O fim do auxílio emergencial no próximo ano, apesar de Mourão culpar este pelo aumento dos preços, deve piorar ainda mais a situação de vida das populações mais pobres.

Saiba mais: Mourão culpa auxílio emergencial pelo aumento de preços dos alimentos

Outro ponto que segundo o estudo chama a atenção é o reajuste dos preços administrados ou contidos durante a pandemia, sendo serviços como fornecimento de água e de luz, planos de saúde entre outros, passíveis de maiores ajustes no próximo período. A projeção para os reajustes na energia elétrica chega a 5,50% em 2021, com cenários de ajustes durante todo o ano. Isso somado a desvalorização do real, sem perspectivas de sair da casa que hoje se encontra valendo R$5,40 para 1 dólar.

Diante de todas as perspectivas que mostram um cenário cada vez pior para os trabalhadores, principalmente os precários, com cortes de direitos, desemprego, aumento dos preços, a cesta básica quase 1000 reais, sendo que o salário mínimo é 1045 reais, vemos novamente os capitalistas descarregando a crise nas costas da classe trabalhadora.

Isso se prova em mais uma medida do governo para salvar as empresas, através da “lei de falências” em votação no Senado.

A saída não se dará pelas mãos destes que governam e se articulam para favorecer os capitalistas, a saída para a maioria da população, para a população trabalhadora e pobre, se dará através da organização, da luta, com um programa que ataque a propriedade privada, para que os capitalistas paguem pela crise que eles mesmos criaram.

Entenda melhor: Com o aumento dos alimentos, querem que paguemos o custo da crise




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