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Em reunião | Alckmin garantiu a Temer que Lula não vai revogar reforma trabalhista e teto de gastos

Na última sexta-feira (24), o vice de Lula para a candidatura para a Presidência, Geraldo Alckmin, se encontrou com o ex-presidente golpista Michel Temer em São Paulo para discutir os "incômodos" que Temer estava em relação ao discurso e à campanha de Lula.

quarta-feira 29 de junho | Edição do dia

Na última sexta-feira (24), o vice de Lula para a candidatura para a Presidência, Geraldo Alckmin, se encontrou com o ex-presidente golpista Michel Temer em São Paulo para discutir os "incômodos" que Temer estava em relação ao discurso e à campanha de Lula. Temer vinha se pronunciando incomodado com os discursos que Lula vem fazendo sobre revogar a reforma trabalhista e o teto de gastos. Dois dos principais ataques que implementou no primeiro governo após o Golpe Institucional de 2016 que derrubou a Dilma Rousseff para acelerar os ataques e os ajustes neoliberais.

Alckmin, que também foi um defensor do Golpe e dos ataques, como a reforma da Previdência aplicada pelo o governo Bolsonaro, se reuniu no intuito de conciliar e garantir para Temer e para a burguesia que a reversão, ou revogação não irá afetar os pilares principais desses ataques. O ex-governador de São Paulo disse que a revogação ocorrera sem atropelo e de forma pactuada.

Na última semana também foram divulgadas as novas diretrizes do programa da chapa Lula-Alckmin (veja abaixo o ED Comenta sobre o tema). Em uma parte desta nova versão, que trata sobre as reformas, o ponto programático é “revogar os marcos regressivos da atual legislação trabalhista”. Uma verdadeira manobra para preservar o fundamental do ataque, ou seja, manterá os ataques que Temer aplicou em cima da classe trabalhadora.

Lula vem fazendo demagogia desde o início sobre revogar a reforma trabalhista. Essa demagogia se expressa justamente pela aliança que faz com Geraldo Alckmin que é um inimigo assumido dos trabalhadores que apoiam esse e demais ataques aplicados contra nossa classe. Agora, para garantir mais apoio da burguesia, e manter seu discurso duplo sobre a reforma trabalhista, Lula e Alckmin fazem mais acenos e tentam “tranquilizar” os golpistas que a obra do Golpe se manterá.

A reforma trabalhista foi um ataque brutal que precarizou os postos de trabalho no país, arrochando salários, retirando direitos e deixando muitos trabalhadores à própria sorte quando são demitidos. Colocaram trabalhos intermitentes, aumento da uberização, obrigando as trabalhadoras gestantes a trabalhar, entre uma série de outros ataques. Uma precarização dos serviços que vem ocorrendo ao longo dos anos, inclusive nos anos de governo Lula, a terceirização triplicou deixando muitos trabalhadores em postos precários e com salários arrochados.

É necessário revogar integralmente a reforma trabalhista. Para isso, não podemos semear ilusões nessa aliança com inimigos históricos dos trabalhadores, como faz o PSOL ao integrar a campanha de Lula. O caminho para barrar a reforma trabalhista, as demais reformas e reverter as privatizações é pela luta de classes, apostando na força dos trabalhadores. Levantando uma política de independência de classe.




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