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Corrupção das vacinas | Ajudante de ordens de Bolsonaro confirma encontro do presidente com deputado Luís Miranda

De acordo como o jornal O Globo, o ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Jonathas Diniz Vieira Coelho, capitão de corveta da Marinha, confirmou à Polícia Federal o encontro entre o presidente e o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF).

terça-feira 19 de outubro | Edição do dia

Foto: Reprodução/YouTube

Jonathas diz que, em março deste ano, Miranda enviou a ele mensagens pedindo para que avisasse Bolsonaro sobre “um esquema de corrupção pesado na aquisição das vacinas dentro do Ministério da Saúde“.

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O ajudante de ordens do presidente diz que o encontro entre os irmãos Miranda e Bolsonaro aconteceu entre 16h30 e 17h30, e que Luis Miranda chegou acompanhado de outras duas pessoas: sua esposa e seu irmão. A oitiva faz parte do inquérito sobre suposta prevaricação de Bolsonaro.

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O deputado federal Luís Miranda afirma ter avisado Bolsonaro sobre irregularidade na negociação do Ministério da Saúde para a compra da vacina indiana Covaxin.

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“No dia 20 de março fui pessoalmente, com o servidor da Saúde que é meu irmão, e levamos toda a documentação para ele”, disse o deputado à reportagem da Folha nesta quarta-feira (23). ​

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Luis Miranda é irmão de Luís Ricardo, chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde, que relatou ao MPF (Ministério Público Federal) ter sofrido pressão incomum para assinar o contrato.

Luis Ricardo diz ter denunciado a Bolsonaro as suspeitas envolvendo a Covaxin e apresentado um material que comprovaria que, em um documento recebido por ele, houve um pedido de pagamento fora do contrato para importar três lotes com data próxima do vencimento.

"Eu apresentei toda a documentação, o contrato que foi assinado, as pressões que estavam acontecendo internamente no ministério, e a gente levou até a casa do presidente (no Palácio da Alvorada). Conversamos com ele, mostramos todas as documentações, as pressões, e ele ficou de, após a reunião, falar com o chefe da Polícia Federal para investigar", disse o servidor.

Segundo o deputado, naquele encontro, Bolsonaro prometeu acionar a Polícia Federal para investigar o caso. “Para poder agir imediatamente, porque ele compreendeu que era grave, gravíssimo”, disse Miranda.

O parlamentar afirmou que não recebeu retorno do Bolsonaro ou da PF. “Não era só uma pressão que meu irmão recebia. Tinha indícios claros de corrupção."




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