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Eleições DCE UFMG | Ainda dá tempo de construir uma reunião unificada sobre programa para o DCE da UFMG

Nós da juventude Faísca fizemos um chamado às e aos estudantes da UFMG, propondo a estes, suas entidades e às organizações de esquerda que se colocam críticas à conciliação com a direita como faz o PT e PCdoB que construíssemos em unidade uma reunião aberta para debater qual programa é preciso para fortalecer nosso DCE contra o governo Bolsonaro e Mourão. Ainda dá tempo!

terça-feira 2 de novembro | Edição do dia

Semana passada nós da juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária fizemos um vídeo sobre o cenário atual da UFMG, que envolve as eleições para a Reitoria e para o DCE (Diretório Central dos Estudantes), que representa todos os estudantes da universidade.

Não tá sabendo sobre as eleições? Assista aqui o vídeo!

Para as eleições do DCE, apresentamos a proposta de que é necessário organizarmos uma reunião aberta para debater qual programa é preciso para fortalecer nossa entidade estudantil contra Bolsonaro e Mourão, unificando es estudantes que se revoltam contra todos os ataques à educação e ao nosso futuro feitos por esse governo.

Dirigimos o chamado para que a construção dessa reunião se dê de forma unificada entre as organizações de juventude que, no marco da fome e miséria do governo de morte de Bolsonaro e Mourão, se colocam críticos à conciliação de classes do PT e PCdoB que são direção majoritária da UNE (União Nacional dos Estudantes). Não esquecemos que os cortes na educação começaram desde os governos petistas, que abriu o caminho ao golpe institucional e ao fortalecimento da extrema direita justamente ao se aliar com nossos inimigos. Não confiamos que as eleições de 2022 serão uma resposta para a crise profunda que vivemos, e por isso a unidade dos setores de esquerda que querem se enfrentar com Bolsonaro desde já é parte dos grandes desafios do próximo período para os estudantes, trabalhadores e todos os setores oprimidos.

Sabemos que muites estudantes ainda não sabem sobre as eleições do DCE, e até a publicação deste texto não há sequer o edital eleitoral que concretiza e informa sobre as eleições. Consideramos que uma reunião como essa que propomos poderia cumprir o papel muito importante de permitir que os milhares de estudantes que ainda não tiveram a oportunidade de participar e conhecer o movimento estudantil da UFMG sejam sujeitos de construir e debater sobre esse processo, e não só votar nele. Infelizmente, até agora as organizações da atual gestão do DCE às quais nos dirigimos, Correnteza (UP), Juntos (PSOL) e MUP (PCB), não responderam ao chamado para a construção de reunião unificada, assim como outras organizações que não estão na atual gestão do DCE mas atuam na UFMG, como a juventude Vamos a Luta (CST-PSOL) e o Rebeldia (PSTU).

Sabendo que dia 04/11 é a data limite para inscrição de chapas (ou seja, grupos de estudantes unificados em propostas e posicionamentos comuns para as eleições), queremos reafirmar o chamado: ainda dá tempo para construir uma reunião aberta para debater de forma unitária e democrática com centenas de estudantes as demandas e perspectivas para o fortalecimento do nosso DCE e das nossas lutas dentro e fora da universidade!

Convidamos todes estudantes a conversar com a Faísca sobre essa proposta e a debatermos juntes as ideias e ações que precisamos para o DCE da UFMG e para nossa luta contra o governo Bolsonaro e Mourão

Venha para a roda de conversa: As eleições do DCE e nosso direito ao futuro, na quarta-feira (03), às 17h, via Zoom! Basta se inscrever aqui!

Nós da Faísca queremos contribuir com o debate eleitoral do DCE da UFMG juntes a todes estudantes independentes e organizades, que querem ser parte da geração de juventude que não aceita a miséria que o capitalismo quer nos reservar, em que nos submetemos a trabalhos precários como o telemarketing e os apps e perdemos o direito de estudar com os cortes astronômicos na educação e na assistência estudantil. Não aceitamos a fome, a miséria, a precarização e um futuro em que nossa cultura e nossas florestas ardam em chamas. Queremos ser nós a faísca que acende o rastilho de pólvora da mobilização dos trabalhadores, indígenas, mulheres, negres, LGBTQIA+ e todos os setores oprimidos contra a miséria do possível, por um futuro onde nossas vidas valham mais que os lucros.

Estivemos durante todo o último período submetides ao desgastante ensino remoto imposto pela Reitoria, no qual houveram centenas de trancamentos e o aprofundamento de problemas de saúde mental. Milhares de estudantes ingressaram na UFMG durante a pandemia e não puderam ainda usufruir de todo o potencial da universidade. Queremos fazer desse processo eleitoral para o DCE uma oportunidade para romper essa atomização e individualização a que fomos submetides, batalhando para que nossas entidades estudantis como o DCE, DAs (Diretórios Acadêmicos) e CAs (Centros Acadêmicos) sejam ferramentas de organização desde as bases de cada curso contra o bolsonarismo, a direita e o regime que se unificam para nos atacar.

Frente aos ataques que estão em curso como o atraso do pagamento das bolsas do PIBID e RP, precisamos defender a garantia da permanência estudantil e das cotas étnico-raciais rumo a outro projeto de universidade: que esteja a serviço da classe trabalhadora e do povo pobre e não de convênios com empresas como a Vale, que utiliza das pesquisas desenvolvidas na UFMG para continuar sua exploração predatória que afundou em lama a vida de centenas de trabalhadores.

Defendemos o reajuste das bolsas dos estudantes e dos salários dos trabalhadores de acordo com a inflação para que não tenhamos que enfrentar a carestia de vida. Além da permanência, achamos que a entrada na universidade deveria ser universal, ou seja, sem o filtro racial e social do vestibular que deixa todos os anos milhares sem o direito à educação superior. Para haver vagas a todes que queiram estudar, defendemos a estatização sob controle dos estudantes, trabalhadores e professores dos grandes monopólios de educação privada que endividam a juventude em troca de um currículo precário, além do não pagamento da dívida pública para garantir o aumento das verbas destinadas à educação pública.

Consideramos que é uma tarefa imediata que todas as organizações que se colocam como oposição de esquerda à UNE, como nós da Faísca, combatam a passividade construída pelas direções do PT e PCdoB que tentam agora substituir o próximo dia de lutas nacional nas ruas por Fora Bolsonaro por um palanque eleitoral em local fechado.

Chamamos as organizações de juventude que compõem o DCE atualmente como Correnteza (UP), MUP (PCB), Juntos e Afronte (PSOL), além de outras que atuam na universidade como Vamos à Luta (CST) e Rebeldia (PSTU) a batalharmos juntos contra a tentativa de desmarcar o ato pelo Fora Bolsonaro no dia 15/11, defendendo que a majoritária da UNE e as Centrais Sindicais organizem pela base a mobilização dos estudantes e trabalhadores, o que na UFMG pode se concretizar com espaços amplos de organização como assembleia ou plenária em exigência à UNE para que não entregue nossa luta por interesses eleitorais. Neste mês em que se rememora a história de resistência e luta negra com o Novembro Negro, convidamos também estes setores a construirmos unificades um calendário de atividades.

Essas são algumas das ideias que apresentamos ao conjunto des estudantes da UFMG. Vem conhecer mais e construir com a gente!
Contato: (31) 9 9949-7167 (Elisa)




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