Sociedade

ESPECIAL 12 DE OUTUBRO

Adriana Calcanhotto compôs uma música para Miguel Otávio, 5 anos, morto em "2 de junho"

Miguel Otávio 5 anos, menino negro “no país negro e racista no coração da América Latina”, “sai pra trabalhar a empregada mesmo no meio da pandemia”, “trinta e cinco metros de vôo do nono andar”, são alguns trechos da música. Enquanto Sari Corte Real fazia as unhas e ficou impune.

segunda-feira 12 de outubro| Edição do dia

Foto: reprodução do facebook

A música leva como nome a data que deixou o país perplexo com a estupidez e negligência de uma pessoa cruel e racista que colocou o menino Miguel no elevador, sozinho e longe da mãe, para ter sua própria sorte que infelizmente foi a tragédia de cair do nono andar do prédio. “Sangue de preto”, “O destino de Ícaro”, “ Asas de ar”.

Mediante pagamento de fiança de 20 mil reais Sari Corte Real, a responsável pela morte de Miguel, foi liberada. O que mostra como essa justiça burguesa é feita para favorecer os ricos. A própria mãe de Miguel, Mirtes, reflete que: “Essas leis só servem mais pra gente, que é pobre, principalmente para negros, moradores de periferia. Mas pra eles, que têm dinheiro, que têm influência, é leve demais. Arrumam brecha pra tudo. Sempre conseguem escapar. Só que quebraram a cara, achando que eu ia ficar calada”.

Segundo consta na página do Youtube de Adriana Calcanhotto, “a renda dos direitos autorais de “2 de junho” será revertida ao Instituto Miguel Otávio”.

Nesse dia das crianças, que deveria ser um dia alegre, quantas mães choram pelos seus filhos mortos pelo racismo que muitas vezes vem vestindo a farda da polícia? A violência estatal que também levou Ághata, João Pedro, Guilherme e tantas outras crianças precisa parar. Por todas as crianças assassinadas pelo Estado racista e negligenciadas pelo racismo queremos justiça!




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