Política

PARALISAÇÃO INTERNACIONAL DE MULHERES

Acompanhe as mobilizações no Brasil na paralisação internacional de mulheres do 8M

quarta-feira 8 de março de 2017| Edição do dia

[Atualizado 20:44]

Com manifestações marcadas em mais de 40 países e uma paralisação internacional de mulheres convocada para este dia, o dia Internacional de Luta das Mulheres começou cedo no Brasil, com grande marcha em Porto Alegre convocada pela Via Campesina, reunindo milhares contra os ataques do governo Temer. Em todo o país, manifestações foram convocadas em dezenas de cidades durante todo o dia.

As mulheres camponesas marcharam pela Ponte Guaíba, principal via de acesso da cidade, e chegando ao centro se uniram a outro grupo indo até o INSS manifestar-se contra a reforma da previdência de Temer, que entre outras coisas aumenta a idade de aposentadoria da mulheres, uma ataque do governo golpista para se somar com o já massacrante trabalho doméstico que recai sobre a maioria das mulheres. Em Porto Alegre, como no resto do país, a CUT e a CTB não quiseram unificar as manifestações contra os ataques de Temer se negando a organizar a paralisação internacional de mulheres

Ainda em Porto Alegre, pela noite ocorreu uma nova manifestação que reuniu cerca de 5 mil pessoas. Mulheres de distintas categorias e segmentos sociais participaram, como metalúrgicas, camponesas, estudantes e professoras que saíram de sua assembleia e se juntaram ao ato

Em São Paulo, as trabalhadoras e os trabalhadores da USP aderiram com força o chamado à paralisação internacional de mulheres, paralisando as atividades da Universidade mostrando a disposição de enfrentar os ataques da burocracia universitária e o plano de demissão em massa do Reitor Zago que no dia de ontem mandou a Polícia Militar reprimir com bombas e cassetetes ferindo trabalhadoras, trabalhadores e estudantes contrários aos seus desmandos. Em resposta, centenas de mulheres da USP paralisaram suas atividades e fecharam a Rua Alvarenga hoje às 13h.

Professores da rede pública de São Paulo também paralisaram as atividades, em defesa da educação e da vida da mulheres, contra a reforma da previdência, a reforma do ensino médio e o escola sem partido, e realizaram ato na região da Av. Paulista com mais de 5 mil professores.

Começa agora dois atos em São Paulo, um concentrado na praça da Sé e outro na região da Paulista junto aos professores que faziam assembleia e ato da categoria, mas também levantando a pauta das mulheres. Os atos levam como pauta a legalização do aborto, contra a reforma da previdência e o governo Temer, contudo fato de terem dois atos separados foi fruto da politica das centrais sindicais petistas como a CUT, que se negaram a fazer parte do chamado internacional de luta das mulheres, e na pratica querem seguir uma política rotineira e manter a trégua ao governo Temer.

O grupo de Mulheres Pão e Rosas, esta fazendo parte dos atos e lutou para que fossem atos unificados e parte do movimento internacional, Diana Assunção comentou "em enfrentamento com o governo golpista de Temer mas com uma clara política independente da Marcha Mundial de Mulheres, composta pelas militantes do PT, que querem controlar nossa manifestação e querem fazer parecer que os ataques que vivemos começaram apenas agora, ignorando o anterior governo petista. O enorme levante das mulheres mundo afora já nos mostram que a nossa luta não pode ser instrumentalizada para manter a sociedade como está."

E seguiu "Nossa estratégia é outra, também em contraposição com a estratégia reformista de separar a luta por mais direitos da luta anticapitalista. Somos um grupo de mulheres socialistas e revolucionárias, lutamos na primeira fileira por cada um de nossos direitos, contra cada forma de opressão, mas o fazemos com a perspectiva de destruir este sistema capitalista."

Atualização: Em São Paulo mais de dez mil se reuniram nas ruas, iniciando com uma grande assembléia de professores que depois de unificou com os atos de mulheres. Apesar da tentativa das centrais sindicais petistas de tentar impedir que o movimento no Brasil se integrasse ao movimento internacional, a manifestação mostrou a grande potência da da luta das mulheres e ainda em aliança com trabalhadores da educação para resistir aos ataques de Temer. Veja mais aqui.

Atualização: No Rio de Janeiro, Milhares de mulheres se concentraram na Candelária e pararam o centro neste 8M, com milhares de estudantes, professoras, trabalhadoras, ao ato se somando diversos sindicatos e organizações de esquerda marchando pelas ruas do centro do Rio de Janeiro. Veja mais aqui.

Atualização: Em Minas Gerais, o 8M foi marcado pelas assembleias de trabalhadores da educação, categoria amplamente feminina, que votaram greve a partir do dia 15 de março na rede estadual e nas redes municipais de BH e Contagem.

A grande manifestação unificada reuniu mais de mil pessoas, e mesmo com forte chuva concentrou-se na Praça da Liberdade, passou pela prefeitura onde aconteceram intervenções das mulheres das ocupações urbanas, seguiu para o prédio da previdência para repudiar a reforma de Temer (ocupado pelas mulheres do campo) e passou pela ocupação Tina Martins - hoje uma Casa de Referência da mulher - finalizando com um festival embaixo do Viaduto Santa Tereza.

[Leia também: 8M para fazer tremer o Nordeste: mulheres resistem à seca, à violência e ao desemprego




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