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Violência Policial | Ações da polícia racista representam 12,8% das mortes violentas em 2020

Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que as forças policiais nunca mataram tanto desde 2013: foram 6.416 vítimas, das quais 79% negras.

quarta-feira 11 de agosto | Edição do dia

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Brasil bateu um novo recorde de letalidade policial. Em 2020, as intervenções policiais causaram a morte de 6.416 civis, o equivalente a 12,8% do total de mortes violentas registradas no País, revela a última edição do Anuário Brasileiro de Segurança. De todas essas mortes causadas pela ação direta de agentes das forças de segurança, 55% estão concentradas em 50 cidades. O número é 1% maior que em 2019.

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Em comparação com 2013, o aumento no número de mortes chega a 190%. Conforme o anuário, as mortes decorrentes de intervenção policial ocorreram, em sua maioria (76% dos casos), durante o horário de serviço e com a participação de policiais militares. O anuário mostra que a proporção de mortes por policiais sobre o total de homicídios foi maior no Amapá, Goiás e Rio de Janeiro. Nesses estados, o percentual de óbitos pela polícia é maior que 25% em relação ao total de mortes violentas. Na média do país, esse percentual fica em 12,8%.

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A maioria das vítimas da letalidade policial é formada por homens, perfil que se repete historicamente. Mas o percentual de mulheres entre as vítimas dobrou, passando de 0,8% (2019) para 1,6% (2020). Do total, 78,9% são negras, sendo sempre a maioria ao longo dos anos, vítimas do caráter racista desse sistema e seu braço armado: a polícia.

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