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Violência policial | Ação assassina das polícias civil e militar do Rio de Janeiro deixa 18 mortos no Alemão

Operação contou com mais de 400 policiais do Bope da Polícia Militar e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil. 4 helicópteros e 10 veículos blindados, conhecidos como Caveirão. Uma ação reacionária, eleitoreira e assassina do governador do estado do Rio de Janeiro, Claudio Castro. É preciso arrancar justiça a todos os assassinados pelas polícias com a força da mobilização independente dos moradores das comunidades, dos trabalhadores, sem confiar na Justiça institucional muito menos em buscar aliança com Alckmin, um exímio repressor dos setores mais oprimidos da sociedade.

sexta-feira 22 de julho | Edição do dia

Foto: Eduardo Anizelli / Folhapress

Operação da Polícia Civil e Polícia Militar no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro, durante a manhã e tarde desta quinta-feira (21/07), deixou 18 mortos sendo uma mulher atingida quando passava de carro. Segundo os representantes das secretarias de Polícia Civil e Polícia Militar do Rio a ação tinha como alvo uma quadrilha de roubo de veículos.

A ação reacionária e racista se torna a quarta operação policial mais letal da história do Rio. As duas primeiras também ocorreram durante o governo Cláudio Castro: no Jacarezinho (28 mortos) e na Vila Cruzeiro (25 óbitos). A terceira mais letal foi em 2007, quando morreram 19 pessoas em uma ação na Baixada Fluminense.

A pré-candidata a deputada estadual (RJ) pelo MRT e Polo Socialista e Revolucionário Carolina Cacau manifestou seu repúdio à ação violenta por parte das polícias do governador Claudio Castro, através de suas redes sociais:

Marcello Pablito, pré-candidato a deputado federal (SP) pelo MRT e Polo Socialista e Revolucionário, também mostrou indignação com a violência do Estado e cobrou #JusticaPorLetícia nas ruas, única forma de impor que mais nenhum corpo negro seja tombado em ações como a de hoje:

Esse é mais um exemplo de como Claudio Castro, que leva a cabo a política mais reacionária, racista e higienista, como Bolsonaro faz a nível nacional, pretende levar sua campanha. Usando de uma das polícias mais violentas do país (esta instituição que mostra cada vez mais sua verdadeira função, que é servir a burguesia, proteger a todo custo a propriedade privada dos grandes capitalistas, além de controlar, oprimir e, em ultima instância, matar os pobres, negros, trabalhadores e minorias), lava de sangue mais uma vez o Rio de Janeiro, com plena satisfação, tal qual Bolsonaro e sua política assassina e reacionária pelo Brasil.
Todo repúdio à tudo o que representa Claudio Castro, Bolsonaro, e a política de extermínio da população pobre, negra, periférica e trabalhadora!

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