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Ataque às universidades | Absurdo projeto de extinção da UERJ é proposto por deputado bolsonarista

Deputado pelo PSL, Anderson Moraes propõe a extinção da universidade pública em favor da iniciativa privada do ensino com escusas absurdas e teor ideológico reacionário

sexta-feira 20 de agosto | Edição do dia

Foto: Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ/Divulgação

Na última quarta-feira (18), foi divulgado em diário oficial um projeto de lei (Nº 4673/2021) proposto por Anderson Moraes, deputado bolsonarista membro do antigo partido de Bolsonaro (PSL) que trata da extinção da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), sob justificativas completamente descoladas da realidade, como a descabida relação de prêmios nobel ganhos pela instituição com orçamento por número de alunos em comparação à uma universidade alemã (Ludwig Maximilian University). Uma argumentação completamente falaciosa que não leva em consideração nenhum aspecto da realidade, como o orçamento total das universidades, tendo a universidade alemã citada pelo deputado, gastos calculados (em conversão direta do euro) em quase 4 vezes todo o orçamento da UERJ e nem mesmo quaisquer outras condições econômicas e sociais entre os estudantes de um país e de outro. Muito menos ainda, o deputado considera qualquer relação entre o próprio prêmio Nobel e o prevalecimento da figuração de potências imperialistas sob países periféricos.

Além da descabida comparação, fora da realidade, ainda cita, em alinhamento aos ataques negacionistas que Bolsonaro vem fazendo a educação pública, o “viés ideológico socialista” ao qual a universidade estaria “aparelhada”, discurso muito usado pela direita bolsonarista para atacar a educação e direitos básicos no país.

Após isso, o deputado deixa claro quais são os seus verdadeiros intentos, bem como o do projeto de lei e de todo o bolsonarismo de conjunto: Atacar e sucatear a educação pública até o seu fim para favorecer o empresariado e os barões do ensino privado, colocando as estruturas públicas ao dispor dos capitalistas e “fomentando a iniciativa privada”, como citado no texto, tudo sob o argumento mentiroso e estapafúrdio de “libertar” estudantes de uma “doutrinação” de esquerda.

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O projeto nada mais é do que um ataque brutal ao direito à educação aos moldes do que o governo Bolsonaro tenta aplicar em todo país, sucateando a educação e a ciência e atacando, principalmente, as universidades públicas de todas as formas possíveis, para que os conglomerados caça-níqueis da educação se beneficiem e lucrem com o que deve ser direito do povo, fazendo com que estudantes paguem pela educação em universidades que, muitas vezes, possuem níveis de ensino abaixo da média. Uma ação característica de um governo obscurantista que nega a ciência e que aprofundou a crise sanitária no país, com o presidente negando até mesmo a própria pandemia, fazendo com que o Brasil chegasse, hoje, a marca de quase 600 mil mortos, tudo pelo lucro dos empresários.




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