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Absurdo: com mortes de professores e casos de Covid-19 nas escolas, Taboão da Serra quer o retorno presencial

Semana passada os professores, em meio ao conselho de classe, foram surpreendidos pela gestão das escolas de Taboão da Serra sobre o retorno presencial das aulas para o dia primeiro de junho.

quarta-feira 26 de maio| Edição do dia

Mesmo com a Secretaria de Educação do município se utilizando do discurso de que há “diálogo” com os docentes, funcionários e familiares dos alunos eles decidem colocar todos em risco com a abertura insegura das escolas e sem respeitar a opinião da comunidade escolar. Na última pesquisa divulgada com as famílias, entre agosto e setembro de 2020, das 12.405 pessoas ouvidas na época, 87,9% preferem as aulas à distância enquanto a população não esteja vacinada contra a Covid-19.

Para os governos não são fatores importantes o Brasil ter atingido mais de 450 mil mortes e infectologistas anunciando uma terceira onda no inverno, período em que ocorreu o pico da primeira onda da pandemia, além da variante “indiana” circulando no país?

É um absurdo a volta das aulas presenciais nessa situação, ainda mais sabendo que as escolas não estão preparadas para isso.

O prefeito Aprígio (Podemos) e a secretária de educação Dirce Takano serão responsabilizados por mais mortes de professores, funcionários, seus familiares e de toda a comunidade escolar na cidade de Taboão da Serra com essa abertura insegura?

Como todos sabem, as escolas são espaços de muita aglomeração e não possuem estrutura física nem em momentos sem pandemia para dar condições básicas ao ensino. Imagina nesse momento tão complicado em que terão que garantir os protocolos de saúde.

Faltam produtos de limpeza, salas pequenas (até sem janelas ou apenas com “vitrôs” de banheiro quase sempre emperrados), quadro de funcionários de limpeza reduzidos com contratações precárias e uma longa lista de problemas. Ou seja, falta de tudo. Já disseram até que os professores terão que garantir seu próprio equipamento de proteção individual comprando máscaras e álcool em gel, assumindo assim que não vão garantir nem, o mínimo, dos protocolos de saúde.

Querem passar por cima da realidade do avanço da pandemia no qual já morreram professores, funcionários, alunos e seus familiares. Fora os inúmeros casos da comunidade escolar diagnosticada com a Covid-19.

Taboão da Serra apareceu nos noticiários, em diversos momentos, com a ocupação de leitos lotados e diversos pacientes nas filas de transferência para o estado de São Paulo no sistema Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), inclusive já houve muitas mortes nessas filas de espera.

É preciso que professores, funcionários, familiares de alunos se coloquem contra essa medida irresponsável que coloca toda a comunidade escolar em risco. Temos que exigir diálogo transparente nas medidas e processos educativos nesse momento tão atípico de pandemia.

Sabemos que não está fácil para os alunos e seus familiares acompanharem o ensino remoto ainda mais com essa política de não garantir condições mínimas para acessar as aulas e plataformas como tablet e internet, por exemplo.

Sem contar a precariedade em que se encontram a população com tanto descaso e ataques aos nossos direitos promovidos por Bolsonaro, Dória e Aprígio, auxílio emergencial insuficiente e tanta desigualdade. As famílias têm se mantido como podem garantindo muito para seus filhos mesmo não tendo condições.

Não podemos achar normal tantas mortes e tanto sofrimento! Mortes essas que poderiam ter sido evitadas. Aprendizagem se recupera, vidas perdidas não!




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