SAÚDE

Absurdo! Hospital Júlia Kubitscheck, em MG, fica sem energia em CTI de tratamento à COVID

Veja vídeo de denúncia de falta de energia elétrica no Hospital Júlia Kubitscheck, no setor de emergência para tratamento de pacientes com COVID-19.

segunda-feira 7 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: Reprodução/TV Globo

Os trabalhadores do Hospital Júlia Kubitscheck da Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), localizado no bairro Araguaia, em Belo Horizonte, denunciaram a absurda falta de energia em um dos hospitais referência para o tratamento de pacientes com COVID-19.

Veja o vídeo:

Segundo os servidores e os familiares dos pacientes, o apagão começou por volta das 17h30 do último domingo. Os geradores não funcionavam, atingindo, inclusive, a área dedicada ao tratamento da COVID-19, em que muitos pacientes dependem de respiradores. Só houve uma resposta da Fhemig sobre a transferência dos pacientes às 21h, cerca de 3h30 sem luz em um hospital. Até a noite de segunda-feira, trabalhadores da enfermagem relataram ao Esquerda Diário que o problema não havia se resolvido.

Já denunciamos no Esquerda Diário anteriormente a precarização da rede hospitalar Fhemig, chegando ao ponto de obrigar os servidores com COVID-19 a trabalharem normalmente.

Leia mais: Zema obrigou enfermeira asmática a trabalhar durante pandemia, e ela teve que ir à justiça

Em janeiro, os trabalhadores da saúde dessa mesma rede hospitalar entraram em greve contra a precarização e os ataques do governador Zema (Partido NOVO), reivindicando o pagamento do 13º, melhorias das condições de trabalho e gratificação da ajuda de custo. A situação só piorou com a pandemia.

A solução apresentada por Zema é mais e mais privatizações a partir da implantação das Organizações Sociais de Saúde (OSS). É preciso lembrar que a implantação das OSS é uma forma utilizada pelos governos para sucatear o SUS e privatizar a saúde, precarizando ainda mais as condições de trabalho.

Leia mais: A precarização da Saúde através das Organizações Sociais

O Hospital Júlia Kubitscheck tem grande importância no tratamento ao coronavírus, principalmente agora em meio ao aumento dos casos. São 40 leitos de CTI e 66 de enfermaria. E mesmo assim, segundo apuração do site “barreironews”, a Fehmig já tinha sido alertada para problemas na infraestrutura por parte de engenheiros da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), que o governo Zema também pretende privatizar.

Casos e mais casos mostram a falência do programa de privatizações, além de escancarar que essa é uma medida que só vai prejudicar os trabalhadores e a população, que é extremamente prejudicada, a exemplo do caos instaurado no Amapá no meio da pandemia.

É urgente travar um debate que defenda um SUS 100% estatal, gratuito e controlado e gerido por aqueles cujo interesse é realmente ter uma saúde de qualidade: os trabalhadores da saúde e a população que utiliza os serviços. Também devemos ser contra todo e qualquer tipo de privatização, como a Companhia Energética de Minas Gerais, para que nenhum paciente ou trabalhador morra pelo descaso de governos, como os de Kalil ou Zema, e nem por interesses privados de empresários que olham pra saúde e enxergam uma fonte de lucro.




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