RACISMO

Aberração: policial atira na boca de jovem rendido e desarmado alegando legitima defesa

A bala atravessou a cabeça do jovem, que é deficiente intelectual e está internado em estado grave. O policial, que estava à paisana, alegou "legítima defesa" porque achou que o jovem, rendido e desarmado, iria entrar em um mercado para roubar.

sábado 10 de abril| Edição do dia

Foto: acervo pessoal

Na manhã de ontem, 8, Tiago Duarte de Souza - de 20 anos, negro - tentou entrar no Mercado da Praça, no Jardim Limoeiro, na Zona Leste de São Paulo, para comprar um litro de leite. No entanto, ele foi abordado por um policial sem uniforme, e o disse que entraria apenas para comprar, levantando a camisa para mostrar que não estava armado.

O policial simplesmente mandou Tiago se deitar e deu um tiro na boca dele. O tiro atravessou a cabeça do jovem, que que é deficiente intelectual e está internado em estado grave. Após tamanha atrocidade, foi até o 49º Delegacia de Policia e afirmou ter agido em legítima defesa, já que Tiago supostamente tinha a intenção de roubar o supermercado.

A avó de Tiago, que mora perto do local, viu tudo. A mãe, Queli Duarte, acredita que as testemunhas estão com medo de contar mais detalhes pois têm medo da polícia. “Ele fazia tratamento com psicóloga e psiquiatra no Hospital das Clínicas. Ele não guarda as coisas na cabeça, não sabe dizer o nome dos pais completo, endereço, nada disso. Não sabe ler e nem escrever. Ele tem 20 anos, mas é como se não tivesse. A idade mental dele é outra”, conta ela.

As mortes por violência policial tem aumentado durante a pandemia como noticiamos aqui no ano passado. o fortalecimento da exterma direita como golpe institucional tem encorajado esses reacionários a praticar atitudes ediondas como essa que vitimou o jovem Tiago um garoto negro que não oferecia ameaça alguma.

Somente entre 2017 e 2019, policiais mataram 2215 crianças e adolescentes em sua esmagadora maioria negros e pobres das periferias do país, incrementando o gencídio da juventude negra que antes desse período já era uma marca registrada das polícias do Brasil.

A polícia, instituição que por sua própria natureza existe para defender a propriedade privada (daqueles que a tem, os ricos) defende também a ideologia da classe burguesa a qual servem como seus cães de guarda.

Por isso não é de se espantar que um policial atire a esmo em um jovem negro, pois materializam o racismo dessa sociedade capitalista e de exploração, e junto com o capitalismo a polícia deve acabar.

Os trabalhadores e jovens, precisam transformar em ódio de classe toda a indignação que sentimos quando nos deparamos com notícias escandalosas como a do assassinatoa sangue frio de Tiago. Esse ódio de classe deve ser o motor para uma profunda unidade entre os trabalhadores e os diversos setores explorados e oprimidos para varrer a dominação de fome, miséria e morte que nos impõem os capitalistas.




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