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Transporte público | Abaixo o aumento da tarifa de ônibus em Campinas!

A partir do dia 3 de janeiro a passagem de ônibus em Campinas subiu de R$ 4,55 para R$ 5,15 se tornando a 2ª mais cara do país, ficando atrás apenas do valor cobrado em Brasília de R$ 5,50. O absurdo aumento de 13,16% que o prefeito Dário (Republicanos) impôs acontece em um momento de crise, com toda inflação dos alimentos corroendo a renda das famílias, alto desemprego e acompanhado de vários cortes de direitos com as reformas do governo Bolsonaro. O prefeito e o presidente estão unidos para fazer com que a população pague pela crise.

sexta-feira 14 de janeiro | Edição do dia

Fonte: EPTV Campinas

O decreto do reajuste foi anunciado em Diário Oficial no dia 30 de dezembro de 2021. O aumento é um verdadeiro ataque do reacionário Dário e irá afetar todos valores, inclusive nas linhas Circular-Centro (conhecida como Linhão da Saúde) que tinham o valor de R$ 3,30 subiu para R$ 3,73 nesse momento de maior necessidade da população acessar os hospitais com o enorme aumento de casos de covid e a epidemia de gripe.

O Vale Transporte que antes era R$ 4,95, custa agora R$ 5,60, mesmo valor da passagem com “Cartão Especial” ou tíquete QR Code, pois não é aceito dinheiro dentro do ônibus. Os outros valores estão na imagem abaixo:

Como sempre, os aumentos nas passagens servem apenas para os interesses de maior lucratividade dos aliados do prefeito, os empresários (em Campinas é a empresa Sistema Intercamp desde 2005), deixando o acesso ao direito do transporte público mais afastado da maioria da população. A quantidade crescente de trabalhadores informais, uberizados, MEI, sem contrato sentem mais forte ainda o impacto por não terem um direito histórico conquistado pela classe trabalhadora do vale-transporte.

São diversos problemas no transporte público de Campinas, como a falta de linhas causando a diária lotação de passageiros espremidos que não tiveram direito à quarentena em nenhum momento da pandemia, carros muito velhos em circulação, colocando em risco a segurança e necessitando de manutenção constantemente atrasando as viagens. Além disso, desde 2014 a função do cobrador foi extinta na cidade com demissões em massa desses trabalhadores junto com a retirada da circulação de dinheiro nos coletivos. Tais medidas sobrecarregam o trabalho dos motoristas e não beneficiam em nada a população, pelo contrário, dificultam ainda mais, especialmente pessoas que vêm de outras cidades que não podem pagar com dinheiro e não tem o bilhete, além de serem privadas da passagem com integração, têm todo transtorno de conseguir comprar ou pedir para alguém passar o cartão dentro do ônibus.

Após aimposição no início de dezembro do PLC 56/2021 que ataca a previdência municipal, aplicando esse aumento nas passagens, Dário mostra que para além de trocas de elogios e fotos sorridentes com Bolsonaro, o prefeito acelera os ataques e segue os passos do governo federal em descarregar nas costas dos trabalhadores e povo pobre a atual crise.

Imagem: JPNews Campinas

O altíssimo valor das passagens, a situação dos motoristas sobrecarregados com baixos salários e toda precarização do transporte público reafirmam como esse direito é transformado em mercadoria para o lucro dos donos das empresas concessionárias do transporte coletivo.

Apenas as e os trabalhadores do transporte e os usuários que sentem todos os dias as dificuldades sabem o que precisa melhorar nesse serviço. Para reverter esse cenário, só a mobilização popular. Pois os governos são dominados por essas máfias a muitas décadas. Eles têm agentes no legislativo, executivo e judiciário.

Por isso nós do Esquerda Diário fazemos um chamado às organizações de esquerda, sindicatos e entidades estudantis para que organize a população em cada local de trabalho e estudo para lutar pela revogação desse ataque absurdo do direitista Dário. É necessário utilizarem suas posições no movimento sindical para chamar assembleias e na câmara de vereadores para denunciar e contribuir para mobilizar nas ruas, confiando em nossas próprias forças contra o encarecimento do transporte público.

Então é preciso organizar grandes mobilizações para impor a estatização do transporte sob controle dos trabalhadores e usuários. Para quem trabalha e usa o transporte público, possa controlar a qualidade e os recursos destinados a esse fim. Para impor que a prioridade seja o coletivo, não as isenções a grandes montadoras de carros individuais e donos de frota de ônibus.

Leia mais: Por que estatizar o busão?




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