Educação

ALMG aprova reajuste de 40% aos policiais, enquanto Zema pede sacrifício aos professores

Nessa terça-feira, a ALMG aprovou um absurdo aumento de 40% para os policiais e também irá reajustar salários do TJ, MP e Defensoria, enquanto o governador Romeu Zema pede sacrifício para os professores.

terça-feira 18 de fevereiro| Edição do dia

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais acaba de aprovar o projeto apresentado pelo governador Romeu Zema, que prevê reajuste salarial para os servidores do Tribunal de Contas, Defensoria Pública, Ministério Público, Tribunal de Justiça e um absurdo aumento de 40% para os policiais e servidores da segurança pública, responsáveis por garantir a repressão contra a população e os trabalhadores em suas lutas.

Os trabalhadores da educação, em greve há mais de uma semana, juntamente com os trabalhadores da FHEMIG, em greve há mais de um mês, estão lutando contra o parcelamento dos salários, em defesa do piso salarial, contra os ataques do governador e por uma saúde e educação pública e de qualidade.

Enquanto isso, o governo e os deputados mostram qual é sua verdadeira prioridade ao aumentar o salário justamente das forças repressivas do estado, que são base fundamental da extrema direita da qual Zema e Bolsonaro são representantes.

O Projeto de Lei 1.451/20 prevê um aumento salarial baseado na recomposição inflacionária do período de 2015 a 2020, com pagamento em três parcelas: 13% em julho deste ano; 12% em setembro de 2021 e 12% em setembro de 2022, perfazendo aproximadamente 40% ao todo. Algo que foi sistematicamente negado para a ampla maioria dos servidores que realizam trabalhos fundamentais para toda população, como são os trabalhadores da educação e da saúde.

Sobre essa medida, Flavia Valle, professora da rede estadual de Minas Gerais em greve contra os ataques de Zema declarou:

"A aprovação desse reajuste que vai custar mais de 50 milhões, que sairá do bolso de todos os trabalhadores mineiros, é uma verdadeira afronta de Zema e dos deputados da ALMG. Uma demonstração clara de como essa extrema direita busca fortalecer as forças repressivas para atacar os trabalhadores, e nunca se importaram com as demandas mais sentidas pela população, e por isso jamais poderão garantir uma saúde e educação pública e de qualidade.

E continuou: "Nós, professores em greve, ainda mais agora, precisamos fortalecer a luta em nossas escolas, nos unificando com as trabalhadoras da FHEMIG, com os petroleiros que protagonizam uma luta nacional em defesa dos empregos e contra os planos privatistas que Bolsonaro e Zema tanto defendem. Precisamos buscar o apoio de toda população para fortalecer nossa luta contra esses verdadeiros parasitas, que só se preocupam em garantir seus privilégios, dando as costas para as necessidades da população."

Foto: Sávio Gabriel




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