RIO DE JANEIRO

ABSURDO: governador do Rio afirma que Pazuello “foi um guerreiro” na condução da pandemia

Bajulação a Bolsonaro e elogios ao ex-ministro Eduardo Pazuello marcam entrevista do governador Cláudio Castro.

sexta-feira 19 de março| Edição do dia

Foto: Erasmo Salomão/MS

“Bolsonaro é meu candidato. Gosto dele, acredito nele”, afirmou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), durante entrevista na qual mostra toda sua admiração pela manipulação eleitoral que ocorreu em 2018, que deu as bases para a vitória de Bolsonaro. O cantor gospel já deixa claro o apoio para o ex-capitão em 2022.

Afirmou também que o ex-ministro, Eduardo Pazuello, “foi um guerreiro” na condução da pandemia. Por todo o país, os quase 300 mil mortos, o colapso de hospitais sem UTI e com remédios prestes a acabar, a insuficiência de vacinas e testes para todos e o abandono dos profissionais da saúde desgastados e exauridos por 1 ano de pandemia sem tréguas são um dos resultados da condução criminosa do general, que “guerreou” ao lado do vírus contra a população.

Cláudio Castro se disse contra a “polarização” em defesa de Bolsonaro que recebe críticas pelo seu absoluto negacionismo e se disse orientado pela “técnica” no combate ao coronavírus.

Os resultados de 1 ano de pandemia no Rio mostram que não há técnica alguma. Assim como para os outros governadores que buscam se diferenciar de Bolsonaro, sua prioridade é a manutenção da exploração dos trabalhadores e a defesa dos interesses dos empresários e toda a elite.

Ontem, o Rio de Janeiro bateu recorde de internados em UTI desde o início da pandemia. O que confirma que o governador apenas mente.

Além disso, buscou deixar clara sua inimizade por João Dória, seguindo muito bem o esperado por Bolsonaro, que vê em Dória, um dos grandes possíveis adversários burgueses para a disputa eleitoral de 2022.

O governador, seguindo a mesma atitude de seu líder admirado, tentou demonstrar que está disposto a “dialogar”, o que, para políticos que sempre estão em busca de acordões e negociatas, significa nada mais que uma ficha de confirmação de um integrante do centrão.

Também buscou fugir de comentar sobre os casos de corrupção de Witzel, derrubado por grupos tão golpistas e reacionários quanto o praticamente ex-governador, nos quais está diretamente envolvido.




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