NOVO MINISTRO DA SAÚDE

ABSURDO: Após nomeação de Nelson Teich, Bolsonaro defende retorno às aulas

Sem garantir testes massivos, máscaras e leitos para todos, logo após anunciar a demissão de Mandetta e a escolha do oncologista e “empresário do ramo da saúde” Nelson Teich, Bolsonaro voltou a defender que não via motivos para o fechamento de escolas. Segundo Bolsonaro a reabertura das escolas seria um indício de que não estamos nos “acovardando dentro de casa”.

sexta-feira 17 de abril de 2020| Edição do dia

Para justificar a defesa da medida que causaria ainda mais mortes seu discurso repetiu a mentira de que não existe dados de mortes de crianças com menos de 10 anos. A declaração foi dada na noite de quarta-feira, dia 16 de abril, no Palácio da Alvorada e contradiz os próprios dados já subnotificados do Ministério da Saúde que registram dois óbitos de crianças com menos de 1 ano de idade e uma com menos de 5 anos de idade.

Bolsonaro utiliza da recém nomeação de Teich, que afirmou estar “completamente alinhado com o presidente” para aumentar o tom contra as medidas de isolamento se escondendo por trás da desculpa de querer defender os empregos. O único desejo de Bolsonaro é defender os lucros dos empresários, ainda que isto significa a morte de milhares de brasileiros.

Com a nova nomeação Bolsonaro pretende ter maior controle sobre o Ministério da Saúde e evitar obstáculos em suas declarações infames pedindo o retorno à normalidade da economia com reabertura generalizada dos comércios e escolas, diferente da reabertura gradual que Mandetta, junto aos militares que o sustentaram nas últimas semanas, também já vinha articulando nos interiores dos estados.

O novo ministro da Saúde como apontamos aqui é um empresário interessado mais nos lucros do “ramo da saúde” do que na vida. Muito antes de qualquer crise sanitária o empresário já manifestava desejos de morte ao propor escolher o tratamento de jovens ao de idosos, pois o primeiro seria mais lucrativo. Em seu depoimento inicial como ministro, apesar de afirmar vagamente que não realizará mudanças drásticas, já deixou claro que seu papel é proteger e legitimar o negacionismo bolsonarista para que a administração da crise continue salvando bancos e lucros dos empresários, enquanto a população, distante dos testes, EPIs e leitos esteja ainda mais vulneráveis a morte, ao desemprego e a cortes salariais desumanos.




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