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CORONAVÍRUS | ABC paulista terá lockdown noturno para aumentar repressão, e manterá tudo aberto de dia

Os municípios do ABC Paulista adotam, a partir deste sábado (27), o toque de recolher para, segundo os governos municipais, aumentar o isolamento social e tentar conter a disseminação do novo coronavírus na região. A realidade é que essa medida serve apenas para reprimir a juventude, enquanto o contágio da covid-19 segue avançando.

sábado 27 de fevereiro | Edição do dia

Foto: ABC Valley

A medida foi aprovada em assembleia extraordinária do Consórcio Intermunicipal Grande ABC na última quarta-feira (24). Dos sete municípios do ABC, cinco vão aderir à restrição de circulação de pessoas durante a noite: Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá e Rio Grande da Serra. As atividades comerciais serão encerradas a partir das 21h, com exceção das farmácias e de equipamentos de saúde. O transporte coletivo será interrompido a partir das 22h. A circulação de pessoas será restringida entre das 22h às 4h.

A situação da região é a seguinte: em São Bernardo, segundo o último boletim divulgado pela prefeitura, 85% dos leitos em unidades de tratamento intensivo (UTIs) para adultos estão ocupados. Em Mauá, a cidade tem 67% dos leitos públicos municipais de UTI ocupados. Em Diadema, 75% das vagas de UTI estão sendo utilizadas e, em Santo André, o município tem 77,2% dos leitos de UTIs ocupados.

Ainda em Santo André, a prefeitura informou que fará operações para combater festas clandestinas no período do toque de recolher, com a Guarda Civil Municipal e apoio da Polícia Militar.

É um absurdo que as prefeituras do ABC paulista, seguindo o governo João Doria, façam esse lockdown noturno sob o discurso demagógico de que é para conter a circulação do vírus. O vírus não possui um horário de circulação, ele contamina jovens e trabalhadores que estão sendo obrigados a trabalhar diariamente, pois nunca tiveram direito à quarentena real e seguem lotando os transportes públicos, conhecidos meios de aglomeração proletária, já que o comércio e a indústria seguem funcionando normalmente.

A realidade é que nenhum governante atuou para de fato lidar com a crise sanitária: não houve em momento algum a testagem massiva da população, para organizar uma quarentena científica, nem um auxílio digno pelo tempo que durar a pandemia, permitindo o isolamento dos trabalhadores, nem ao menos distribuição gratuita de máscaras de qualidade e álcool em gel.

Mas se o problema é a aglomeração da juventude, por que insistem em reabrir as escolas, local por essência de aglomeração de jovens? O que se mostra aqui é apenas a intenção das prefeituras da região do ABC de criar, assim como diversas outras pelo estado, mais um motivo para reprimir a juventude, usando inclusive força policial. O que eles fazem é permitir a disseminação do vírus na lotação de escolas e transporte, usando a violência policial para acabar com o pouco acesso ao lazer da juventude.

Com informações da Agência Brasil.




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