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Rio de Janeiro | A situação precária da educação estadual do Rio no governo Castro

segunda-feira 16 de maio | Edição do dia

Predio do Pedro II na Tijuca com risco de desabamento. Professores protestam contra infraestrutura precária do Colégio, onde aindames sustentam as varandas. Foto: Adriana Lorete / Agencia O Globo Foto: Adriana Lorete / Agência O Globo/2014

A educação brasileira já é figura carimbada do sucateamento estrutural cometido pelo governo em uma escala nacional há décadas. Ao analisar cada caso em cada estado, o quadro se mostra muito pior do que parece, mais ainda comparado com o que é divulgado pela grande mídia.

Assim, não basta falta estrutura de trabalho nas escolas, como a falta de equipamentos para se lecionar: falta de papel, quadros de aula precisando de reformas e itens para a escrita de conteúdo das aulas. As escolas se encontram também com diversas precariedades a respeito de banheiros em mal funcionamento, falta de merendas, ventilação com defeito, material escolar insuficiente.

Acima de tudo, soma-se a isso todo o descaso com os salários defasados dos professores da rede pública. Tendo como foco a rede estadual do Rio de Janeiro, sob o governo Castro, os professores seguem com seus salários abaixo da linha da inflação. Hoje, o professor do setor estadual ganha R$1062,85, mas que nos cálculos proporcionais a um expediente de 40 horas semanais não equivale ao mínimo de R$3,845,63.

O governador Castro, sob total postura eleitoreira visando se manter no cargo em 2023, anunciou em 1º de Dezembro de 2021 um reajuste de 11% nos salários dos servidores estaduais. Obviamente que, mesmo com esse aumento, o piso salarial dos professores permanece defasado (R$1,062,85) próximo da metade do que deveriam receber oficialmente (R$2.115,32).

Outra coisa, temos as titularidades dos professores com mestrado e doutorado. Anos e anos de estudo para no fim receberem míseros adicionais de R$293,44 (mestrado) e R$583,85 (doutorado), valores que não são reajustados desde 2014.

Ainda mais, os professores do estado do Rio reivindicam o 1/3 do horário de trabalho dentro das 16 horas semanais, para preparos de aulas, garantido por lei. Essa orientação não tem sido respeitada pelo estado, onde os profissionais têm sido forçados a utilizar todo seu expediente nas aulas, o que os obriga a preparar suas aulas em seu período de descanso.

Diversos professores vêm alegando exaustão por excessos e trabalho e pouco descanso, o que automaticamente afeta seu estímulo a continuar na área e ao mesmo tempo, afeta profundamente o desempenho dos alunos. Desse modo, todo esse sucateamento educacional vai de encontro com o fato de que essa categoria vem se mobilizando em diversos atos em busca destes benefícios mínimos que estão sendo aos poucos retirados ou diminuídos.

Nos últimos meses, diversas categorias se levantaram contra seus salários serem comidos pela inflação, os trabalhadores da CSN, garis do Rio e os trabalhadores da educação de Minas Gerais. Esses últimos se enfrentaram contra Zema e o STF mostrando que para garantir as conquistas da greve os trabalhadores precisam confiar em suas próprias forças junto com a população. Não podemos confiar naqueles que conciliam com a direita mais reacionária, como faz Lula agora com Alckmin.

A greve, que se mostrou duríssima contra Zema serviu de grande exemplo de mobilização para a categoria de outros estados e pode servir como estopim para uma movimentação grevista dos educadores do estado do Rio. Porém, como prova da covardia do governador abertamente bolsonarista, os professores de Minas Gerais agora se enfrentam com o STF que tem acatado demandas do governador e vem minando as conquistas que os servidores têm alcançado em sua luta. Já faz tempo que o STF tenta se mostrar como uma figura política apaziguadora, mas nós sabemos que a juristocracia desses setores nunca esteve do lado de nós trabalhadores e sim da burguesia.

Nós do MRT – Esquerda Diário oferecemos todo o apoio a essa categoria sofrida e guerreira tão essencial para a formação de gerações e gerações de brasileiros, tanto aqui no RJ como em todo o Brasil. Chega das milícias ocupando cargos públicos na qual Castro se mostra com profunda aproximação. Por um sistema educacional mais humano, transformador e digno para os professores e para os alunos. Chega de agressores de profissionais da educação como Alckmin, nessas eleições vamos por uma alternativa de independência de classe que nos ajude a se organizar para derrotar o bolsonarismo.

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